Uso de outdoors por parlamentares configura crime eleitoral em Petrolina e região

Alguns deputados no Sertão do Francisco compram carradas de brinquedos ou de cestas básicas para distribuir com as famílias carentes. Alguns dão até dinheiro na presença das autoridades sem a menor cerimônia.

Valendo-se dos mandatos, vereadores e deputados vão mais longe quando usam out-doors para fazer propaganda de seus mandatos em meio a votos de feliz Natal e bom ano novo. Sem temer a Justiça Eleitoral, eles anunciam projetos que apresentaram e foram aprovados, lembram a profissão que os ajudou a conseguir vaga no Poder Legislativo e até mostram possíveis sucessores na vida pública.

No Sertão do São Francisco o que não falta são políticos colocando propaganda em out-doors com publicidade. Na cidade de Petrolina, a reportagem do Ação Popular flagrou alguns deputados com a cara estampadas a exemplo do deputado federal, Pastor Eurico (PSB) ao lado da Rodoviária. Outros deputados estavam estampado na entrada para o Distrito Industrial, contorno de acesso para os municípios de Casa Nova e Lagoa Grande.

Já em Juazeiro e outros municípios do norte baianos é grande o espaço usado, inclusive por outros meios. “Além de poluírem o meio ambiente, alguns usam recursos do próprio estado ou dos municípios para se promoverem. Mas as propagandas não estão apenas nos out-doors e sim em outros veículos diferenciados, inclusive dos meios eletrônicos. Agora é complicado eles se aproveitarem da miséria das famílias carentes para distribuírem presentes e cestas básicas. Quando não é na seca, é em plena época de chuvas com a água invadindo casas e levando todos os pertences de famílias carentes”, lamenta o ambientalista Antonio Alves.

Nessa luta pelo interesse eleitoral político, nem os vereadores escapam. Eles colocam propaganda para tentar manter a mesma quantidade de votos de seu eleitorado, ou para se projetar em 2014 com a possível candidatura de deputado estadual ou federal. Ainda assim, muitos prefeitos usam do mesmo artificio para se auto promoverem, sendo que na maioria das vezes não são penalizados pelo Tribunal de Contas ou pelo próprio Ministério Público.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *