Rui Costa, governador da Bahia, atualizou, neste domingo (26/12), o impacto dos temporais que afligem, principalmente, o sul e o sudoeste da Bahia. “Nós temos 37 cidades com várias comunidades embaixo d’água”, afirmou.
O governador sobrevoou municípios atingidos e explicou que o aumento no número de cidades em situação de emergência se deu pela cheia de rios, que continuam a subir: “Embora a chuva tenha dado uma trégua, a água continua subindo muito naquelas cidades que estão abaixo de barragens, abaixo de rios”.
De acordo com o coronel Jadson Almeida, assistente do comandante-geral do Corpo de Bombeiros da Bahia, foram confirmadas 18 mortes decorrentes da chuva no estado. A informação foi divulgada pela Band. O 18º óbito confirmado é de um homem que foi levado pela correnteza em Aurelino Leal.
A vítima morreu afogada quando um cabo de aço que prendia sua balsa se rompeu.
A Prefeitura de Jussiape, município de pouco mais de 5.000 habitantes, anunciou neste domingo (26.dez) que uma barragem se rompeu e pediu para que moradores busquem lugares seguros para se abrigarem.
No sábado (25.dez), foi a Prefeitura de Itambé, no sudoeste da Bahia, que alertou os moradores sobre o rompimento de barragem da região.

Segundo a Defesa Civil da Bahia, os temporais deixaram mortos e pelo menos 3,7 mil pessoas desabrigadas Reprodução

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De acordo com climatologistas, as tempestades na Bahia têm a ver com a combinação de dois fenômenos distintosReprodução
De acordo com Rui Costa, bases de apoio vão ser instaladas no Vale do Jiquiriçá, Ipiaú, Itapetinga e Vitória da Conquista. A Defesa Civil do estado informa que são quase 4,2 mil pessoas desabrigadas e mais de 11,2 mil desalojadas após as tempestades.
O número de pessoas atingidas chega a 380 mil. São moradores de 66 municípios, como Ilhéus, Porto Seguro, Prado, Vitória da Conquista, Itambé, Itaquara e Itanhém.
O governador do estado aponta que a prioridade agora é resgatar as pessoas ilhadas, em locais de risco: “Nesse momento [vamos] salvar as pessoas com botes, helicópteros. Tirar as pessoas de cima dos telhados, de cima das casas, de pontos ilhados”.
Além da operação de resgate, “a outra linha é da assistência: garantir a cesta básica, colchão, agasalho”, disse Rui Costa.
Neste domingo (26/12), o ministro da Cidadania, João Roma, visita a região. Entre as ações anunciadas pelo governo federal, estão o envio de combustíveis e aeronaves para auxiliar nos resgates.
O governo federal informou que será instalada uma base de apoio em Ilhéus, com reforço da Polícia Militar baiana, do Corpo de Bombeiros, da Secretaria Nacional de Defesa Civil, da Superintendência Estadual de Defesa Civil e da Polícia Rodoviária Federal.
Além disso, duas escolas do município serão utilizadas como pontos de apoio para a operação. “Uma servirá de alojamento para os agentes envolvidos na força-tarefa e a outra será o quartel-general das atividades. Equipes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e do Rio Grande do Norte estão a caminho de Ilhéus, também levando aeronaves e equipamentos”, informou o Ministério da Cidadania.
Tragédia
Moradores do sul da Bahia enfrentam desde novembro chuvas muito fortes. O tempo até havia melhorado nas últimas semanas, mas voltou a fechar neste Natal, causando uma situação de calamidade que levou ferrenhos adversários políticos a sentar na mesma mesa (ainda que de forma virtual) para buscar soluções emergenciais.


























