“Foram 32 anos de uma aliança de bons e de infelizmente péssimos momentos; a decisão está tomada, não vou subir jamais no palanque do PT”, diz Marcelo Nilo

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Virtualmente integrado ao grupo de ACM Neto – ainda em fase desmembramento formal do grupo de Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) -, o deputado federal e coordenador da bancada de parlamentares da Bahia em Brasília, Marcelo Nilo (PSB), deixou claro que irá seguir a cartilha resada pelo cacique do União Brasil em sua candidatura ao governo do estado: a desnacionalização das eleições.
Neto aposta que se conseguir segurar o pleito com questões locais, fato que não ocorre desde à redemocratização do país, ele conseguirá vencer as eleições com mais tranquilidade.
ACM Neto lidera as pesquisas de intenção de voto em todos os cenários, menos quando comparado com um candidato a presidente da República.
“Neto foi considerado o melhor prefeito do Brasil, reeleito e considerado o melhor de novo. Quero dizer em alto e bom som: vamos acabar esse negócio de discutir o Brasil, de colocar candidato a presidente na politica de nosso estado. A discussão tem que ser do estado da Bahia. Os problemas da Bahia são diferente de Sergipe, Piauí; […] tem que discutir o nosso estado, os problemas de nosso estado, é isso que temos que fazer”, destacou Nilo durante live na noite desta segunda-feira (14).
Os adversário do ex-prefeito de Salvador, Jaques Wagner (PT) e João Roma (Republicanos), apostam justamente na polarização e na força do apoio de seu candidato ao Palácio do Planalto para se elegerem.
Ataques
O cacique do PSB criticou os pontos frágeis das gestões petistas na máquina estadual, que também são alvos de constantes ataques de ACM Neto e de parlamentares aliados, mostrando que não irá abir mão do tom de beligerante nas eleições contra agora o seu grupo adversário.
“Precisamos discutir a Bahia, pensar na Bahia, o que é bom em nosso estado. Discutir a educação, por que a Bahia tem um dos piores índices da educação no Brasil? Por que as estrada estão intransitável? Discutir a segurança pública; por que a Bahia tem um dos piores índices da segurança pública? Reconheço que na Saúde houve avanço. Vamos discutir por que sete anos os servidores estão sem aumento; e houve um aumento de 4% em um ano em que a inflação foi de 11%”, provocou Nilo.
Na semana passada, ACM Neto fez elogios a Marcelo Nilo e admitiu a possibilidade de que ele possa concorrer ao Senado da República com o seu apoio.
Desabafo
Demonstrando mágoa, o cacique do PSB voltou a tratar de seu desembarque do grupo de Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) e mandou um recado para imprensa, ressaltando que não tratará mais do assunto, por ser agora coisa do seu passado.
“O noticiário da semana foi a saída do deputado Marcelo Nilo da base do governador Rui Costa Jaques Wagner. Quero dizer aos amigos e amigas que estão nos assistindo: essa história de Marcelo Nilo, Jaques Wagner, Rui Costa, presidente da ALBA, PT, acho que é coisa do passado. Foram 32 anos de uma aliança de bons momentos e de infelizmente péssimos momentos. A decisão está tomada, não vou subir jamais no palanque do PT; fruto de uma relação que vem desgastada há muito tempo, desde o dia em que o PT saiu do plenário na ALBA, em 2017, para não apoiar o candidato Marcelo Nilo. Éramos 14 partidos, 13 decidiram nos apoiar, mas o PT, liderado pelo atual líder do governo, Rosemberg Pinto, saiu em fila indiana para não apoiar um companheiro de 30 anos de parceria. Mas isso é tudo passado”, pontuou Nilo.
Fonte: Blog OFF News


























