Opinião
Enquanto não se tem condições de anular as causas e as origens dos ataques às escolas, resta observar o fiel cumprimento do principal dever para o qual foi criado o modelo de Estado moderno: garantir a segurança.
A reunião de autoridades em viés multidisciplinar vem resultando nas ações contínuas e em várias frentes no sentido de monitorar alguma possível reincidência.
Os governadores vão reunir-se com o presidente Lula, terça-feira, tendo o cuidado de evitar desproporcional alarde, apesar dos indícios de enfrentamento de grupo organizado.
Em competente análise qualitativa dos números da ofensiva, não se pode nomear “espontânea”, exceto em cândida ingenuidade, uma escalada de 11 ataques em menos de três meses, metade do total registrado desde 2002. Não se descarta impacto de quatro anos de propaganda ideológica representado por gestos de “arminha” e de execução.
A incessante e insensata demonização repercutiu nas redes sociais, produzindo a defesa da cidadania, por ato do Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao fixar prazo de 72 horas para plataformas digitais deletarem conteúdos ofensivos.
O governo baiano retomou o serviço de ronda escolar e fortaleceu o Disque Denúncia 181, pari passu à atuação dos policiais da Inteligência dos quais espera-se maior contribuição.
Não devem sair impunes quaisquer diabolices de todas e todos adolescentes quantos estiverem comprovadamente envolvidos em engenhos visando disseminar o pânico.
A Prefeitura de Salvador respondeu presente à lista de chamada, ao incentivar os gestores a anteciparem-se a situações de risco, verificando continuamente sinais de irregularidade, além de promover campanha permanente de incentivo ao convívio pacífico.
Por: A Tarde



























