Melina é membro do Conselho da OAB, do Conselho Permanente de Direitos Humanos do Paraná, da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PR e do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB).
Em nota, a entidade afirmou que “repudia veementemente o episódio, que afronta valores essenciais da vida democrática”. O comunicado ressalta ainda que a democracia exige respeito às liberdades, ao pluralismo e à convivência pacífica, “sobretudo em espaços acadêmicos, que devem ser preservados como ambientes de diálogo e não de violência ou tentativas de silenciamento”.
A agressão
Em comunicado publicado nas redes sociais, o esposo da professora, Marcos Gonçalves, confirmou a situação e afirmou que o autor da agressão, um homem branco que não foi identificado, cuspiu em Melina e proferiu ofensas.
Ele cita ainda outro episódio de violência que ocorreu no campus na última semana, envolvendo o vereador Guilherme Kilter (Novo-PR). “Neste caso específico, este ato de violência carrega as assinaturas de todos aqueles que, na última terça-feira, protagonizaram mais um episódio de provocação, de tumulto e desrespeito às instituições, como é a prática desses indignos sujeitos”.
A situação aconteceu quando estudantes bloquearam a entrada do prédio de Direito da UFPR para impedir a realização do evento “Como o STF tem alterado a interpretação constitucional?”.
A palestra foi organizada por apoiadores do ex-presidente e ocorreria na semana do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus do núcleo principal da tentativa de golpe de Estado. O evento acabou cancelado pela universidade, no entanto, Guilherme Kilter e o advogado bolsonarista Jeffrey Chiquini tentaram entrar mesmo com os bloqueios, o que gerou conflito no prédio.



























