Binho Galinha tem filiação suspensa após prisão por crimes em Feira

Deputado estadual, preso em 3 de outubro, é investigado por liderar organização criminosa e segue custodiado em Salvador

A comunicação formal ao gabinete será realizada na quarta – 
Preso no início deste mês, o deputado estadual Binho Galinha teve a filiação ao PRD suspensa. O parlamentar é apontado como líder de uma organização criminosa com atuação predominante em Feira de Santana e cidades do entorno.

De acordo com o partido, a decisão de suspender a filiação de Binho foi tomada coletivamente e se manterá até a conclusão do julgamento sobre o mérito do processo que envolve o deputado.

A comunicação formal ao gabinete deve ser realizada na quarta-feira, 15, momento em que ele passará a constar como “sem partido”. O anúncio foi feito à TV Bahia nesta terça, 14, onze dias após a detenção.

Segundo o MP, Binho estaria envolvido em crimes como:

  • lavagem de dinheiro;
  • obstrução da Justiça;
  • jogo do bicho;
  • agiotagem;
  • receptação qualificada;
  • comércio ilegal de armas;
  • usurpação de função pública;
  • embaraço a investigações;
  • tráfico de drogas.

Após ser considerado foragido, o deputado se entregou e foi preso em 3 de outubro. Dois dias antes, em 1º de outubro, a Operação Anômico havia culminado na prisão de sua esposa, do filho e de outras sete pessoas.

O deputado está custodiado em uma Sala de Estado-Maior, que fica no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.

Alba manteve prisão

Segundo apurações do Portal A TARDE, o PRD aguardou a decisão da Alba sobre o futuro de Binho Galinha na Casa antes de se posicionar. Na semana passada, os deputados estaduais mantiveram a prisão do parlamentar.

A votação secreta terminou em 34 votos a favor da manutenção da prisão e 18 contra. Entre os 63 deputados, 53 estiveram presentes, com uma abstenção registrada.

O advogado de Binho Galinha, Gamil Foppel, teve 15 minutos para apresentar a defesa, reforçando o que já havia sido dito na sessão da CCJ, na terça, 6, ao apontar supostos erros na condução do processo e pedir a soltura do deputado.

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