Município de Pilão Arcado acumula problemas que impedem a boa administração do executivo e abre portas para o descontentamento popular
Redação
Distante 280Km de Juazeiro, o município de Pilão Arcado não pode comemorar 100% o ano de 2025 como um ano de tranquilidade e conquistas. O prefeito Leosmir Gama (PT) – que está classificado como o pior prefeito do Consórcio do São Francisco -, formado por dez municípios terá como consequência, o ônus de péssimo desempenho no primeiro ano de governo. Isso pode comprometer os votos para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jerônimo Rodrigues no município e amplia o enfrentamento de muitas adversidades nesse primeiro ano de mandato.

Um ponto a ser considerado é a onda de revolta popular que surgiu contra o gestor e seu grupo político devido a coisas básicas que vêm dando muita dor de cabeça: a falta de água constante nas torneiras, descaso na saúde, na educação, na infraestrutura, sem falar na demissão em massa de funcionários contratados na reta final de 2025, o que coloca em risco o bom andamento da máquina municipal.
Junta-se a tudo isso denúncias sobre descontos de empréstimos consignados de professores que não foram repassados à Caixa Econômica Federal bem como repasses com atraso para o INSS. A situação está tão difícil para prefeito e seu grupo que até o ex-prefeito Orgeto Bastos acabou se envolvendo em confusão de na cidade. Segundo testemunhas, ele chegou a amordaçar a mão de uma pessoa na tentativa clara de intimidação. O ocorrido só não tomou maiores proporções porque houve intervenção de terceiros. Ainda no relato das testemunhas, Orgeto Bastos ‘soltou os cachorros’ nos ex-prefeitos Joãozinho e Afonso Mangueira.

E o que não falta é motivo para mais confusão. Um ‘recado’ está circulando nos grupos de WhatsApp sobre a Unidade Básica de Saúde do Mandarino, em Pilão Arcado. Enquanto o povo sofre sem atendimento, surgem áudios dizendo que o posto simplesmente pode fechar para ‘recesso’. Se for verdade, é mais um capítulo da falta de respeito com quem depende do SUS na ponta. Se for mentira, a prefeitura precisa se pronunciar imediatamente porque saúde não entra em férias.

Após a demissão em massa dos cargos comissionados, relatos movimentaram as conversas em mercados, padarias e pontos de ônibus, pois funcionários afirmaram ter recebido só 60% do salário no mês de dezembro. O clima é de indignação geral e o assunto virou o “bom dia” mais comentado da cidade. Quando o desgoverno vira rotina, o povo sente no bolso primeiro. E o Jornal Ação Popular pergunta: “E você? Também ouviu esse comentário hoje?”.
As informações que chegaram à nossa redação, é de que o diretor do SAAE, Marcos Cleiton, foi pessoalmente desligar a água de várias famílias, alegando que a ligação estava irregular. Ainda de acordo com os vídeos que chegaram na semana passa ao Ação Popular, já era possível visualizar moradores religando o cano em sinal de desespero. Nos grupos, alguns internautas elogiam e outros criticam a ação do diretor do SAAE.
No dia 1º de dezembro, o SAAE voltou ao local e a confusão aumentou tanto que a situação precisou da presença de policiais. Moradores afirmam que buscaram a Autarquia diversas vezes para regularizar a ligação, mas nada foi resolvido. Eles contam que o próprio diretor manda as equipes efetuarem cadastro para ter água enquanto a comunidade segue sem abastecimento, sem resposta e nenhuma solução surgiu. Até o momento nem o SAAE e nem a prefeitura se pronunciaram sobre o caso.
O questionamento de todos os moradores é de que até quando a terão que pagar pela desorganização do serviço público. O escândalo que atinge direto o bolso de quem trabalha.
Mais problemas
Não bastasse tudo isso, a APLB Sindicato confirmou por ofício que a prefeitura descontou as parcelas dos consignados dos servidores, mas não repassou os valores à Caixa Econômica Federal. O resultado disso foi a vergonha dos profissionais em verem seus nomes já registrados na lista de inadimplência do Serasa. No meio disso tudo, os servidores da educação continuam aguardando respostas enquanto a insatisfação não para de crescer.

A denúncia das graves irregularidades na educação municipal de Pilão Arcado, feita pela APLB Sindicato foi oficializada no Ministério Público da Bahia e comunicada à Câmara de Vereadores. De acordo com os documentos, o calendário escolar de 2025 foi encerrado de forma antecipada, sem cumprir os 200 dias letivos exigidos pela LDB, o município desconta o INSS dos servidores todos os meses, mas sem realizar os repasses de forma integral à Previdência, gerando prejuízos diretos aos trabalhadores; há desconto em folha sem repasse.
Pode-se tirar daí algumas conclusões de que: o calendário ‘fora da lei’ não é detalhe; o documento oficial não é um boato; o Ministério Público foi oficialmente acionado; a Câmara foi notificada e agora o que resta é uma pergunta simples: vai haver apuração ou silêncio institucional?

Na sequência desta difícil lista de preocupações para a gestão do prefeito foi decretado a “exoneração de todos os comissionados”, mas a lista de exceções é maior que o próprio decreto.
Fica o espaço aberto para que a administração possa se manifestar.
























