Carlos diz se revezar com Michelle no monitoramento da apneia de Jair Bolsonaro
De acordo com Carlos, foram registrados mais de 90 episódios de apneia por hora

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (25) que tem se revezado com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) no acompanhamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o período pós-operatório. Segundo ele, a vigilância ocorre em razão de episódios de apneia do sono apresentados pelo pai após a cirurgia.
De acordo com Carlos, foram registrados mais de 90 episódios de apneia por hora. “Essa disfunção, se não acompanhada de perto, pode agravar significativamente o quadro clínico e levar a situações ainda mais graves do que as já enfrentadas”, afirmou em declaração divulgada nas redes sociais.
Na manhã desta quinta, Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para correção de uma hérnia inguinal bilateral, realizada no hospital DF Star, em Brasília. Segundo a equipe médica, o procedimento transcorreu dentro do previsto, sem intercorrências. A operação teve início por volta das 9h30 e durou cerca de quatro horas.
Carlos Bolsonaro relatou ainda que o ex-presidente permanecia dormindo até pouco tempo antes em razão dos sedativos utilizados durante a cirurgia e da administração de dipirona para controle da dor. “Seguimos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para minimizar as dores e garantir o bem-estar do meu pai”, disse.
A equipe médica avalia a possibilidade de realizar um bloqueio anestésico do nervo frênico para tratar crises persistentes de soluços. A intervenção, caso confirmada, pode ocorrer na próxima segunda-feira (29).
Segundo os médicos, a previsão inicial é de que Jair Bolsonaro permaneça internado entre cinco e sete dias para cuidados pós-operatórios. O período pode ser ampliado caso o novo procedimento seja realizado. A alta hospitalar dependerá da evolução clínica e da capacidade do ex-presidente de retomar atividades básicas de autocuidado.
Questionados sobre a possibilidade de Bolsonaro ser encaminhado à Superintendência da Polícia Federal após a internação, os médicos afirmaram que ainda é cedo para qualquer avaliação e que a decisão dependerá da recuperação ao longo dos próximos dias.



























