Secretário Estadual de Saúde e Prefeito de Petrolina trocam acusações

Grazzielli Brito – Ação Popular
Em visita a Petrolina-PE, o secretário estadual de saúde, Antônio Figueira e o prefeito Júlio Lossio (PMDB) acabaram se desentendendo quanto à administração do Hospital Dom Malan. Presente no programa de Geraldo Freire, na Rádio Jornal, na quarta (25/07), o secretário de saúde disse que o hospital esteve quase fechando quando foi retomado pelo governo estadual, o que desagradou o prefeito que no dia seguinte, que ligou para o mesmo programa rebatendo a afirmação do colega médico.
Segundo Lossio, o hospital não estava fechando, estava sem financiamento explicando que quando assumiu a prefeitura o Dom Malan havia sido municipalizado na gestão de Fernando Bezerra. “Foi um grande erro. Não existe hospital municipal com características regionais, nenhum município consegue dar conta disso”, e acrescentou que passou de um ano tentando ajuda do Estado sem conseguir. “O Dom Malan recebia 600.000 do Ministério da Saúde, a prefeitura dava contrapartida de 300.000, mas as despesas eram superiores a 1 milhão e meio. Fiquei tentando uma contrapartida do estado e não consegui , tenho esses documentos e tenho também um documento do Mistério da Saúde dizendo que o estado tinha que assumir e foi o que aconteceu”, relatou o prefeito.
Alem desta queixa, Júlio Lossio ainda disse que a Secretária de Saúde do Estado devolveu recursos de uma UPA, que estava destinada a Petrolina, o que segundo ele foi um “flagrante de desrespeito com os petrolinenses que também votam em governador”. O prefeito contou que conseguiu reaver esse recurso junto ao Ministério da Saúde, contando com apoio do vice presidente Michel Temer, seu colega de partido.
Ao fim de sua participação no programa de Geraldo Freire, Lossio ainda disse que tinha restrições a Figueira como político. A resposta do secretário veio em minutos. “No Dom Malan, hoje, temos financiamento maior do que serviço prestado. Ele sabe disso não existiu problema de financiamento. Quanto a UPA, não entendo o que ele disse porque nós estamos construindo. Fico triste quando vejo um colega médico usar a saúde como instrumento de política menor, a nossa política é atender bem a população e disso não vamos fugir”, rebateu Antônio Figueira.
Com informações, Geraldo Freire – Rádio Jornal.


























