Apesar de Flávio, Tarcísio está no jogo

Magno Martins

Considerado o nome mais competitivo da direita para enfrentar o presidente Lula nas eleições de outubro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está no jogo, apesar do senador Flávio Bolsonaro (PL) ter se lançado com autorização do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No último fim de semana, ele deu mais uma demonstração disso. Após o governo de Donald Trump capturar Nicolás Maduro, o governador de São Paulo criticou duramente o presidente por te se posicionado ao lado do ditador venezuelano. Na gravação divulgada nas redes sociais, disse que Maduro permaneceu no poder “porque houve conivência, omissão e até apoio explícito de quem insistiu em chamar um ditador de companheiro”.

Apesar de não ter citado o petista, o vídeo mostrou imagens de Lula ao lado de Maduro em 2023, quando o então ditador esteve no poder. “Enquanto isso, famílias cruzavam as fronteiras, crianças abandonaram as escolas, perderam a infância, pais venderam tudo para recomeçar do zero. Acolhemos vários aqui de braços abertos. A ação de hoje abre uma janela. Que 2026 comece agora, marque o início de um novo tempo para o povo venezuelano. Eleições livres, justas, paz, prosperidade”, disse.

E acrescentou: “A Venezuela está vencendo a esquerda e no final do ano o Brasil também vence”. O governador de São Paulo ainda se referiu ao ditador venezuelano como “cruel e corrupto”. “Por muitos anos, milhões de venezuelanos também foram capturados, perderam seus negócios, foram obrigados a deixar o próprio país e viram a esperança ir embora. Uma ditadura não cai da noite para o dia. Ela corrói as instituições por dentro, pouco a pouco, e quem paga o preço mais alto é sempre a população”, afirmou.

Tarcísio foi o último entre os principais opositores de Lula a se manifestar sobre a captura de Maduro. Mais cedo, outros governadores brasileiros demonstraram apoio ao ataque norte-americano em solo venezuelano. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), parabenizou Donald Trump e chamou a ação militar de “brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela”.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), também celebrou as ações de guerra de Trump, que bombardeou Caracas e várias outras cidades da Venezuela antes de capturar Maduro. “Que este 3 de janeiro entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista”, disse.

O mineiro Romeu Zema (Novo) desejou que a queda de Maduro torne a Venezuela aberta ao mercado em um futuro breve. “Que a queda de Maduro sirva para que o povo venezuelano finalmente reencontre paz, estabilidade e o caminho do desenvolvimento, afirmou.

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