Do Blog Sertão Central.com
Infelizmente, Salgueiro carrega um histórico doloroso quando o assunto é atendimento obstétrico. Ao longo dos anos, diversas famílias relatam perdas irreparáveis, com mortes de mães e bebês que, segundo denúncias recorrentes, poderiam ter sido evitadas com um atendimento mais humanizado, ágil e profissional no Hospital Regional Inácio de Sá (HRIS).
Nesta sexta-feira, 16, o blog recebeu mais um relato angustiante, que reacende o alerta e a indignação da população. Uma família, em total desespero, procurou a redação para denunciar a situação vivida por uma gestante que precisa realizar um parto cesariano, mas que, segundo os familiares, está tendo o procedimento negado pela unidade hospitalar.
De acordo com as informações repassadas, a mulher deu entrada no HRIS sentindo fortes dores, sem dilatação e sem passagem para parto normal, já com encaminhamento e documentação indicando a necessidade de cesariana. Mesmo assim, o procedimento não foi realizado. A gestante teria permanecido em sofrimento por horas, até ser transferida para outra cidade durante a madrugada, sob a justificativa de que havia apenas uma obstetra de plantão e que a cirurgia não poderia ser feita naquele momento.
Ainda segundo a família, após exames realizados fora do município, a gestante retornou para Salgueiro praticamente na mesma condição: com dores intensas, colo fechado e sem a resolução do problema. A tentativa de indução do parto também teria sido cogitada, mesmo sem condições clínicas adequadas, conforme relato dos familiares.
O caso revolta e preocupa, pois expõe, mais uma vez, possíveis falhas graves no atendimento à saúde materna no município. A sensação de abandono relatada pela família reflete o medo que muitas gestantes de Salgueiro carregam ao precisar do serviço público de saúde, especialmente em momentos tão delicados quanto o parto.
A família cobra respostas das autoridades competentes, da direção do hospital e do Governo do Estado. Quantos relatos ainda serão necessários? Quantas vidas precisam ser colocadas em risco para que providências concretas sejam tomadas?
O blog segue acompanhando o caso e permanece aberto para ouvir a versão do Hospital Regional Inácio de Sá e dos órgãos responsáveis.



























