Vinho de 127 anos avaliado em R$ 600 mil é aberto e resultado surpreende

Garrafa passou décadas guardada na adega de uma antiga família aristocrática francesa

Garrafa passou décadas guardada na adega de uma antiga família aristocrática francesa
Garrafa passou décadas guardada na adega de uma antiga família aristocrática francesa – 
Com mais de um século de idade, uma garrafa de vinho da marca Romanée-Conti da safra de 1899, hoje avaliada em mais de R$ 600 mil, foi finalmente aberta. A bebida tinha 127 anos guardada.

O momento se tornou um evento e reuniu especialistas e colecionadores para descobrir se o vinho ainda estaria bebível, ou se teria se transformado apenas em uma curiosidade histórica. O resultado surpreendeu.

Produzido na Borgonha, na França, o vinho veio do lendário Domaine de la Romanée-Conti, considerado um dos produtores mais prestigiados do planeta.

A garrafa passou décadas guardada na adega de uma antiga família aristocrática francesa. Após a morte de um descendente, acabou sendo incluída em um leilão local em 2011, misturada a outros vinhos antigos.

O item inicialmente não recebeu grande destaque devido ao rótulo que estava bastante desgastado. Só depois da compra especialistas perceberam que se tratava de uma raridade histórica.

A garrafa acabou adquirida pelo empresário e investidor de vinhos de Singapura Soo Hoo Khoon Peng, conhecido por negociar rótulos raros. Cerca de um ano depois da compra, ele decidiu organizar uma degustação privada para abrir a relíquia.

O local escolhido para a degustação foi um restaurante presente no Guia Michelin, Auprès du Clocher, em Pommard, um endereço respeitado na região vinícola da Borgonha e frequentado por colecionadores e especialistas.

O encontro reuniu seletos convidados para testemunhar um momento histórico para o mundo do vinho.

A degustação

Ao ser servido nas taças, o líquido apresentou tom âmbar profundo, com reflexos alaranjados, típico de bebidas extremamente envelhecidas.

Especialistas identificaram nos aromas notas delicadas que lembravam chá preto, frutas secas e flores envelhecidas. Esses são sinais de que o vinho ainda guardava complexidade.

Segundo os especialistas, pouquíssimos vinhos conseguem resistir por mais de um século sem perder totalmente suas características.

“O fato de o vinho ainda estar vivo já é um alívio”, afirmou o colecionador Soo Hoo em entrevista à CNN após provar o vinho.

O crítico de vinhos Ned Goodwin, também compartilhou a experiência nas redes sociais. Ele descreveu a garrafa centenária como um verdadeiro “caleidoscópio líquido de momentos, pessoas e lugares”, ressaltando o valor simbólico de provar um vinho que atravessou tantas gerações.

Goodwin afirmou também que o encontro foi uma “celebração da urgência do agora, resoluta e sincera”, destacando a emoção de dividir aquele instante raro com outros apaixonados pelo mundo do vinho.

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