Por Magno Martins
Circula nos bastidores de Brasília que a governadora Raquel Lyra (PSD) teria feito a sua última cartada na tentativa de dificultar a consolidação da candidatura do seu principal adversário e atual favorito na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas, João Campos (PSB).
Segundo relatos, a gestora teria buscado abrir diálogo para contratar a agência Leiaute, ligada ao ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira (foto acima), numa tentativa de reforçar a imagem de proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A estratégia teria como objetivo alimentar, mais uma vez, a tese de um possível palanque duplo de Lula em Pernambuco nas eleições de 2026. A abordagem, de acordo com interlocutores em Brasília, teria sido feita a um dos sócios de Sidônio. A resposta, porém, teria sido imediata: um não categórico, descartando qualquer possibilidade de envolvimento da agência na estratégia de comunicação do governo estadual.
A negativa teria causado novo desconforto no entorno da governadora. É importante ressaltar que a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar uma provável espionagem feita pela Secretaria de Defesa Social (SDS), com o objetivo de encontrar algum motivo forte o suficiente para manchar a imagem de João. O caso veio à tona em reportagem veiculada pela TV Record.
Nos bastidores políticos, a avaliação é de que Raquel segue buscando alternativas para equilibrar o jogo eleitoral no Estado, especialmente diante do favoritismo de João Campos nas projeções iniciais da disputa.
Recentemente, a governadora contratou o marqueteiro baiano Raimundo Luedi, responsável pela campanha do ex-deputado Danilo Cabral (PSB) nas eleições estaduais de 2022, numa sinalização de que o Palácio do Campo das Princesas já iniciou os movimentos de preparação para o próximo embate eleitoral.



























