Entidade ligada a empresário preso por conexão com PCC vence contrato em Goiás

Por DCM – Depois as pessoas estranham que o PCC estendeu seus tentáculos para tudo que é canto. Veja o que aconteceu no estado de Goiás, administrado até o mês passado por Ronaldo Caiado, que se licenciou para virar pré-candidato a presidente. Caiado fala pelos cotovelos pela moral, bons costumes e uma certa honestidade.

A Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) venceu um chamamento público do governo para gerir o programa Aprendiz do Futuro, voltado à inserção de jovens no mercado de trabalho. Você leu bem: a entidade foi contratada para lidar com jovens.

Foi fundada pelo empresário Adair de Freitas Meira, preso nesta quinta-feira (30) em operação que apura esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

A Renapsi informou que não foi alvo da operação e declarou que Meira não ocupa cargos atualmente na instituição. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, há suspeita de que o empresário tenha movimentado recursos por meio de entidades em seu nome ou associadas a ele.

O programa prevê a oferta de 8.500 vagas e tem contrato inicial de cinco anos, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. Ao longo de dez anos, a iniciativa pode movimentar cerca de R$ 2 bilhões.

O governo de Goiás homologou o resultado do chamamento neste ano, e o contrato já está em vigor. A contratação, no entanto, passou a ser questionada na Justiça por suspeitas de direcionamento no processo de seleção.

A iniciativa foi ampliada em 2025 e é considerada uma das principais ações da gestão do ex-governador Ronaldo Caiado, que deixou o cargo para disputar a Presidência da República.

Em nota, o governo estadual afirmou que a contratação seguiu os critérios legais e que não cabe ao Estado acompanhar movimentações financeiras das empresas contratadas. Também informou que o programa passa por fiscalização contínua.

A administração declarou ainda que a operação que teve Meira como alvo não possui relação com os contratos firmados com o governo de Goiás.

O caso segue em análise judicial, com questionamentos sobre o processo de seleção e a execução do contrato firmado entre o governo e a entidade.

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