“Ataque à democracia”, diz Caiado sobre suspensão da Lei da Dosimetria  

O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), chamou de um “ataque à democracia e à separação dos Poderes” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que suspendeu a chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional. Moraes determinou ainda pela manhã a suspensão da aplicação da norma. Na véspera, partidos da base governista já haviam recorrido ao STF para contestar a promulgação do texto.

“É uma decisão deplorável em que o ministro Alexandre de Moraes ultrapassa os limites da relação institucional”, afirmou, em nota à imprensa. Caiado também argumentou que esse tipo de atuação contribui para o aumento da polarização política no país.

Ainda, o ex-governador de Goiás classificou a medida como “ativismo judicial” e favorável a um cenário de polarização. “Esse ativismo judicial só faz aflorar e aprofundar a radicalização na política e favorece a polarização dos extremos”, declarou. “Serve apenas como um biombo para desviar os debates próprios do processo eleitoral, dos problemas reais da população, como segurança pública, educação, saúde e transporte público de qualidade”, acrescentou.

“Estimular um debate sem fim sobre o 8 de Janeiro, passando por cima dos representantes eleitos pelo povo ao Congresso, é condenar o Brasil a não ter futuro”, disse.

Por fim, Caiado defendeu o fim de uma crise estabelecida entre a Suprema Corte e o Congresso Nacional. “Essa queda de braço do Supremo com o Congresso precisa ter um ponto final. Esse jogo de gato e rato, esse faz e desfaz, é inaceitável numa democracia que queremos madura”, concluiu.

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