Ao discursar, Simonetti propôs a referência a Jorge Messias. O AGU recebeu 30 segundos de aplausos da plateia e da mesa solene. Alcolumbre estava sentado ao lado do presidente Luiz Inácio da Silva.
— Cumprimento a advocacia do Brasil, nas pessoas dos diretores do conselho federal presentes, mas cumprimento especialmente a advocacia brasileira na pessoa de um querido amigo que é o AGU Jorge Messias — disse Simonetti.
Após as palmas, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidonio Palmeira, cochichou com Messias ao pé do ouvido.
Há duas semanas, Jorge Messias foi rejeitado pelo plenário do Senado a uma vaga ao Supremo Tribunal Federal.
A avaliação do entorno de Lula é que a derrota de Messias foi orquestrada por Alcolumbre, que desde o início ficou contrariado com a escolha do petista em indicar o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU).
O senador defendia o nome de seu antecessor, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), um de seus principais aliados. Publicamente, Alcolumbre nega qualquer atuação nesse sentido.
No dia da sabatina, senadores afirmaram que Alcolumbre telefonou para alguns parlamentares pedindo para votar contra Messias. Antes de o placar da votação ser revelado, o presidente do Senado cochichou ao líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), que o candidato governista seria derrotado. A fala de Alcolumbre foi captada pela transmissão da sessão.


























