Quadra de tênis, quatro suítes e spa aquecido: como é o apartamento de luxo citado pela PF em investigação contra Jaques Wagner
Investigadores suspeitam que senador tenha recebido apartamento, repasses milionários e outras vantagens indevidas
Por Millena Marques

Apartamento citado em investigação contra Jaques Wagner Crédito: Divulgação
A nova fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, aponta a suspeita de que o senador Jaques Wagner teria recebido um apartamento de luxo no Horto Florestal, em Salvador, como propina. A ação apura supostas irregularidades envolvendo agentes públicos e instituições financeiras.
De acordo com as investigações, o apartamento está avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões. Trata-se de um imóvel no condomínio Poème Horto, com previsão de entrega para o segundo semestre deste ano.
Até o 17º andar, os apartamentos de 203,91 m² contam com três vagas de garagem e depósito privativo. A partir do 18º andar, o número de vagas sobe para quatro. As unidades de 173,18 m², independentemente do pavimento, possuem três vagas.
Segundo anúncios do empreendimento que circulam na internet, o condomínio oferece infraestrutura completa de lazer, com piscina de raia semiolímpica, academia, salão de jogos, quadra de tênis e espaços para pets.
O condomínio possui 72 unidades e 235 vagas de garagem distribuídas em uma área superior a 3,2 mil m². Também conta com spa aquecido, espaço para massagem e guarita de segurança blindada.
Operação
A operação cumpre 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, como a suspensão dos passaportes dos investigados e a proibição de contato entre eles.
Os investigadores suspeitam que Jaques Wagner tenha recebido vantagens indevidas em troca de atuação política favorável aos interesses da instituição financeira no Congresso Nacional.
Entre os benefícios sob apuração estão um apartamento em Salvador, repasses que somariam R$ 3,5 milhões por meio de uma empresa ligada a familiares do senador, além do uso de aeronaves e ingressos para shows. A Polícia Federal apura se o parlamentar utilizou a influência do cargo para beneficiar o banco.
De acordo com a Polícia Federal, os fatos investigados podem configurar os crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O inquérito permanece em andamento e, até o momento, não há denúncia formal nem condenação contra Jaques Wagner ou os demais investigados.


























