Por Magno Martins
O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, sofreu uma derrota acachapante, ontem, na “convenção” da Federação Progressista, que escolheu o deputado federal e presidente da federação estadual, Eduardo da Fonte, como o nome do colegiado que disputará o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Foi um dia, aliás, humilhante para Miguel.
Tudo isso porque tentou, a todo custo, convencer o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, a promover algum movimento que impedisse a reunião do diretório estadual da Federação Progressista. O encontro aconteceu e, na prática, terminou com maioria absoluta em favor da deliberação, já que não houve votos contrários, apenas abstenções.
Nos bastidores, cresce a avaliação de que Miguel vem sendo submetido a um processo de isolamento político. Há quem atribua esse cenário à estratégia da governadora Raquel Lyra, que, ao perceber a dificuldade de viabilizar a candidatura dele ao Senado, teria deixado que enfrentasse sozinho o desgaste interno.
Enquanto isso, o tabuleiro político parece favorecer outros nomes. Túlio Gadêlha, agora apontado como um “neodireitista”, divide opiniões. Dudu da Fonte sai fortalecido com a homologação de sua candidatura ao Senado, e até Fernando Dueire, que se transferiu do MDB para o PSD de Raquel, aparece como alternativa em diferentes cenários.
No fim das contas, o velho ditado parece se aplicar: nem coelho nem lebre são tão rápidos quanto às vezes se imagina na política.




























