Coronel Pedro Brandão celebra 2 de Julho emocionado: “Estou feliz pela semente pantada em 2016”
Redação
No ano de 2016, o Coronel da Polícia Militar da Bahia, em Juazeiro, Pedro Brandão Júnior teve a brilhante ideia de comemorar o 2 de Julho em um dos lugares mais esquecidos da cidade: Praça do Índio ou Lago 2 de Julho, inaugurado no ano de 1972 pelo então prefeito Américo Tanuri, em pleno centro da cidade. A data reverencia a luta pela Independência da Bahia.

Na época, como diretor da Escola Militar Alfredo Viana, Brandão se uniu com alguns segmentos organizados da sociedade realizando o primeiro desfile cívico com a participação de alunos, contando ainda com a presença da saudosa historiadora Maria Isabel Pontes, Bebela. Depois de um Projeto de Lei, de autoria do ex-vereador Renato Brandão, aprovado na Câmara Municipal, e sancionado pela ex-prefeita Suzana Ramos, a cidade passou a comemorar oficialmente a data.

“Aqui é um coroamento do projeto que ressuscitamos em 2016, mas que se consolidou em 2017. Com pandemia que durou dois anos, a população teve que se recolher, mas a partir de 2022 a sociedade voltou a cobrar esta manifestação cívica-cultural. No ano de 2025, este projeto foi retomado com a presença do prefeito Andrei Gonçalves, e como diretor disciplinar da Escola-Cívico Militar do CAIC, em parceria com o município, estamos trazendo para o dia de hoje a participando de lideranças de terreiro, Xirê em louvor ao Caboclo, fanfarras e apresentações musicais”, informou o Coronel Brandão.
Ainda durante evento, houve amostra fotográfica das duas primeiras edições do evento. “A amostra fotográfica é um registro da semente plantada que hoje está se frutificando. Ainda assim, chegamos ao ponto de apresentar uma sugestão de projeto de revitalização desta praça com um abaixo-assinado com mais de 700 assinaturas que foi entregue ao vice-prefeito Tiano Félix. Esperamos que de agora em diante este ato continue e que seja consolidado como calendário cultural oficial de Juazeiro. […] Quando eu era menino, me lembro que no 2 de Julho os remanescentes da tribo Tamoqueus ocupavam este espaço fazendo encenações. Eu ficava sentado da porta de minha casa observando. Quando voltei à Juazeiro, em 2025, decidi retomar esse projeto estando à frente da direção do Colégio Cívico-Militar Alfredo Viana, ainda assim consegui o apoio do NTE e da secretaria municipal de educação. Eles trouxeram as fanfarras e eu como diretor trouxemos o contingente do CPM fazendo duas edições brilhantes desse evento. Hoje só estamos com a apresentação da fanfarra do Caic, seria bom que trouxessem de outros colégios. Apresentamos o projeto ao vice-prefeito Tiano Félix e esperamos que sejamos atendidos”, revelou.

Pedro Brandão ficou emocionado quando foi questionado pela semente plantada. “Eu vejo que valeu apenas com o esforço e participação de nosso colégio, dos policiais, professores, alunos e de todos os órgãos que nos ajudaram – inclusive desta comunidade do Largo -, eu me sinto satisfeito em saber que isso vai caminhar com as próprias pernas”.

























