Por Magno Martins
Nos bastidores da política nacional, cresce a percepção de que a governadora Raquel Lyra (PSD) soube utilizar o PSD para ampliar seu espaço político e, agora, tenta distribuir gestos à esquerda. Ao mesmo tempo, mantém ao seu lado o neodireitista Túlio Gadelha, que transferiu da Rede para o seu partido e que atua na articulação junto ao eleitorado de direita e conservador.
A estratégia evidencia o esforço da governadora para tentar dialogar com todos, a qualquer custo. Quem acompanha esse movimento com atenção é o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, além do presidenciável Ronaldo Caiado, que recentemente anunciou Kassab como seu companheiro de chapa em seu projeto nacional.
Entre interlocutores do partido, a avaliação é de que Kassab passou a se sentir como uma “laranja chupada”. A expressão popular é utilizada para definir alguém que foi aproveitado enquanto era útil e, depois de cumprir seu papel, acabou sendo deixado de lado ou descartado.
Na leitura de setores do PSD, essa seria a sensação deixada pela condução política de Raquel Lyra em relação ao partido e ao seu principal dirigente nacional.


























