Por Magno Martins
Se há um assunto na política estadual que ninguém aguenta mais, tamanha chafurdação, é o impasse na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) na escolha dos candidatos ao Senado. Virou uma chatice, verdadeira novela mexicana das piores, sem graça.
O mais hilário são as versões. A mais recente varreu o mundo político do Estado no último fim de semana, dando conta que, por sugestão do senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos caciques da Federação União Progressista, os escolhidos seriam Eduardo da Fonte e Miguel Coelho, ambos da federação.
Essa saída, levada a governadora, teria tido a anuência de Eduardo da Fonte. Não passa de mais uma piada de mau gosto, porque Da Fonte é um animal político, profissional do ramo, e por isso mesmo, sabe que entraria numa “fria”. Por quê?
Ambos iriam em busca do voto no mesmo segmento de centro-direita. Neste caso, só um teria condições de se eleger. Como Miguel é mais conhecido, por já ter disputado uma eleição majoritária, levaria nítida vantagem. Isso sem esquecer que partiria também com uma votação expressiva no São Francisco, notadamente em Petrolina.
Dudu da Fonte, como é tratado na intimidade, não tem nada de bobo. Também não dá murro em ponta de faca nem tem vocação para enxugar gelo. Se tudo isso não fosse suficiente para pôr abaixo essa “saída” draconiana, tem o fator Túlio Gadelha (PSD), já praticamente confirmado como o primeiro candidato ao Senado por Raquel na chapa dela.


























