Rogério Marinho comenta suposta rede de ataques contra Flávio Bolsonaro
PL aciona TSE por suposto “atentado à democracia”

O Partido Liberal (PL) protocolou, nesta segunda-feira (20), uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) denunciando uma suposta rede de ataques coordenados contra o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
Após reunião com o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, o coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL), afirmou que busca identificar os responsáveis pela ação, classificada por ele como um “atentado à democracia”.
250 milhões de visualizações em ‘ataques’
De acordo com o partido, foram identificadas mais de 50 páginas responsáveis por cerca de 4 mil anúncios pagos, que, juntos, teriam alcançado aproximadamente 250 milhões de visualizações. Marinho diz que os conteúdos fazem parte de uma estrutura organizada e solicita que a Justiça Eleitoral rastreie a origem dos perfis e dos recursos utilizados para impulsionar as publicações.
Durante a coletiva de imprensa, Rogério Marinho afirmou que é incomum, devido ao baixo número de seguidores, mas grande capacidade de investimento em publicidade e alcance. O senador ainda disse que a direita é acusada de ter esse tipo de publicação nas redes mas que na verdade é o contrário.
“Nós da direita fomos acusados de fazermos proselitismo negativo nas redes, mas parece que o que tá acontecendo é justamente o contrário. Por isso, viemos pedir o auxílio à Justiça Eleitoral para que a investigação aconteça e nós possamos identificar quem são aqueles que estão financiando, né, esse atentado da democracia”, declarou.
O senador também afirmou que o caso representa um novo desafio para a Justiça Eleitoral. Segundo Marinho, os responsáveis utilizariam mecanismos para ocultar a identidade dos perfis, dificultando o rastreamento. “Muito atípico. Tô há 20 anos cuidando de direito eleitoral. Nunca vi nada parecido. Pessoas importantes arrumam o CPF frio, criam uma conta, conseguem um meio de pagamento, porque eu preciso pagar a Meta e depois apagam o perfil para não deixar nenhum rastro”, afirmou.


























