Quarto secreto, dedos arrancados e traição: os bastidores do assassinato de professora na Bahia

Por Bruno Wendel

A investigação sobre a morte da professora aposentada Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, revelou que a cobiça por um suposto quarto secreto teria sido o ponto de partida para o crime. Segundo o delegado Leandro Mendes Júnior, de Santa Rita de Cássia, a afilhada Maria Eunice Leite de Souza, que tinha livre acesso à casa da vítima, contou aos envolvidos que a madrinha mantinha um cômodo trancado onde poderia guardar dinheiro e joias.

A informação teria despertado o interesse do grupo, que passou a planejar o roubo. De acordo com a polícia, Maria Eunice levou o marido, João de Souza Andrade, e o genro, Cristiano Machado de Oliveira, até a residência da idosa sob o pretexto de realizar uma obra no imóvel.

Vivaldina era conhecida na cidade pelo trabalho de ajuda aos mais pobres. “Era uma pessoa bastante querida e a cidade ficou chocada com a barbaridade que fizeram com ela”, disse o delegado.

Quarto secreto, dedos arrancados e traição: os bastidores do assassinato de professora na Bahia Crédito: Reprodução

Dedos arrancados e R$ 18 mil sacados

A investigação da morte de Vivaldina revelou uma das etapas mais brutais do crime: segundo a Polícia Civil, dedos da vítima foram arrancados para realizar liberar transferências bancárias por biometria. Após a prisão dos suspeitos, a polícia quebrou o sigilo bancário da idosa e identificou quatro saques que totalizaram R$ 18 mil, realizados após o assassinato.

Segundo o delegado Leandro Mendes Jr., Cristiano Machado de Oliveira, um dos presos, usou os dedos de Vivaldina e faz três retiradas em uma agência do Banco do Brasil, em Serrinha. Uma quarta tentativa não foi concluída porque, os dedos já estavam em estado avançado de decomposição.

O caso começou como uma investigação de latrocínio e ganhou novos contornos após a prisão de pessoas próximas à vítima, incluindo a afilhada dela e familiares.

Rotina da professora

O acesso privilegiado à rotina e à residência de Vivaldina teria sido fundamental para o planejamento do latrocínio ocorrido em junho, em Santa Rita de Cássia.

Segundo o delegado Leandro Mendes Júnior, a afilhada da vítima, Maria Eunice conhecia os hábitos da madrinha e, de acordo com a investigação, repassou informações que permitiram a execução do crime.

Além de Maria Eunice, também foram presos o marido dela, João de Souza Andrade, a filha, Vitória Souza dos Santos, e o companheiro de Vitória, Cristiano Machado de Oliveira.

No início das investigações, um sobrinho de Vivaldina também chegou a ser preso após ser citado por Cristiano, mas foi solto cerca de 24 horas depois. Conforme a Polícia Civil, a apuração comprovou que ele não teve participação no crime.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *