A governadora Raquel Lyra (PSD) foi cobrada publicamente, neste domingo (26), pela falta de apoio à Missa do Vaqueiro, em Serrita. Até a véspera, a 56ª edição do evento correu o risco de não acontecer por falta de ação da gestão dela, que chegou a ser criticada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e pela prefeitura municipal por conta da falta de providências sobre a programação artística e a segurança.
A cobrança partiu do padre Pedro Sérgio, pároco de Bodocó, que celebrou a missa em Serrita. “Nunca tive e não terei oportunidade de chegar ao seu gabinete”, lamentou ele, diante da multidão. Constrangida, Raquel falou, de cima de um cavalo e fora dos microfones, que poderia recebê-lo já amanhã (27). Já a vice-governadora Priscila Krause (PSD) gritou “vamos simbora”, tendo um “não” como resposta.
Na sequência, o religioso entregou um manifesto com reivindicações das famílias da região sobre a necessidade de um apoio efetivo da gestão estadual para uma das principais festas do calendário cultural e religioso do Sertão. “Eu faço isso aqui. Seu gabinete é o cavalo. Aqui não tem briga, não tem história, porque, graças a Deus, eu sou da paz, nós somos da paz. Eu vou lhe entregar, em nome dessas famílias. Pense com carinho no que aqui vai. Olhe com amor para essas famílias que hoje lhe apresentam isso aqui”, declarou o padre.
Mais cedo, Raquel já havia passado por outra saia justa ao se atrasar para a Missa do Vaqueiro. Ela já estava no Sertão desde ontem (25), após utilizar, mais uma vez, uma UTI aérea do Governo de Pernambuco para seu próprio transporte até Serra Talhada. Ela também acompanhou os shows da Expocose, em Sertânia, até o início da madrugada deste domingo, o que impactou sua agenda em Serrita.




























