Associação Bahiana de Imprensa se arrepende e pede retratação por ter apoiado a Ditadura
Fernanda Aragão
Com o pedido de retratação, depois de meio século, a ABI confessa seu arrependimento e se “desdiz” em relação à convocação feita, naquela ocasião, para que seus associados participassem da “Marcha da Família com Deus pela Democracia”. A manifestação, que ocorreu no dia 15 de abril de 1964, da Praça da Sé ao Campo Grande, em Salvador, reuniu parte da sociedade para prestar homenagem às Forças Armadas que, segundo afirmava a nota divulgada pela associação, “com admirável coesão, tornaram vitoriosos os ideais contidos na legenda acima”. O equívoco histórico, retratado este ano, já havia sido alvo de discussão entre membros da ABI. O fato foi registrado no livro em homenagem aos 50 anos de fundação da entidade e voltou à pauta de discussões no ano 2000, quando completou 70 anos. Agora, ao confessar seu erro, a ABI afirma que é uma “entidade democrática, comprometida com a defesa das liberdades desejadas para o Brasil e inerentes à pessoa humana”. Fundada no ano de 1930, a ABI representa empresários, diretores e trabalhadores em comunicação no estado da Bahia. (BN)
























