Será que, “quanto pior melhor”
Por Robson Patrício, Tecnólogo em Gestão em RH e Policial Militar de Pernambuco.
As chuvas chegam de surpresa ao sertão de nosso estado e os transtornos causados as famílias são visíveis e previsíveis; ao longo dos anos, vimos uma população que se queixa de alagamentos e de barracos desabando, crianças morrendo afogadas em canal e sendo soterradas por barracos de barros que servem de moradias a muitas famílias de Petrolina.
A solidariedade do povo é instantânea nestas ocasiões e o sentimento de impotência de uma sociedade pela falta de compromisso dos nossos gestores é algo inaceitável.
No ano de 2013, vários foram os movimentos promovidos pelas redes sociais, dizendo que a forma de governar sem ouvir o povo estava errada e pouco foi feito depois ou nada foi discutido de melhoras depois das “ondas” de paralisações que aconteceram em todo país.
Problemas como os do bairro Cacheado e Jardim Petrópolis em Petrolina e de outras cidades como Cabrobó que estivemos visitando esta semana, mais precisamente no Sítio Boqueirão, e que nos deparamos com uma chuva repentina de 02h e que praticamente nos deixou isolados, sendo necessário esperar o massapé secar para que pudéssemos sair da localidade, vale ressaltar que se trata de uma localidade que sofre com o mesmo problema a cerca de 200 anos.
É importante dizer, aos políticos aproveitadores da miséria alheia, aqueles que acham que “quanto pior melhor”, que o povo não aguenta mais; receber visitas as casas destas famílias desabrigadas, daqueles que deveriam ter feito e não o fizeram, é no mínimo uma falta de respeito; que visitem mais leve consigo a solução concreta daquilo que deveriam ter feito há muito tempo.
Nossa sociedade vem sofrendo com os acontecimentos climáticos e não paramos pra discutir se realmente estamos fazendo as escolhas certas de nossos representantes; não basta trocar o voto pelo favor imediato, pois o imediatismo faz com que durante a gestão destes que estão no poder, não tragam consigo o respeito ou preocupação em solucionar o problema, pois passam há acreditar que pouco importa fazer ou não fazer, pois a recondução dependerá apenas de troca de favores.
Sendo assim, é importante saber que não devemos apenas fazer a critica, temos que colaborar por uma mudança de verdade.


























