Beijar é bom, mas exige cuidados

 

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Dia internacional do beijo é comemorado em 13 de abril

Ana Maria MirandaDo NE10

No Dia Internacional do Beijo, que será comemorado neste domingo (13), é preciso ter alguns cuidados para não contrair doenças. De acordo com Cândida Guerra, odontopediatra e tutora da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), a saliva pode ser o meio de transporte de diversas doenças, uma vez que, na troca dela, bactérias, vírus e fungos também são transmitidos.

A especialista explica que algumas dessas doenças são próprias da boca, como a cárie e a doença periodontal (gengivite). Já outras, chamadas doenças sistêmicas, atingem diversas partes do organismo ao mesmo tempo, como herpes, as hepatites A e B,  a mononucleose (conhecida como doença do beijo), gripe, entre outras.

A cárie, por exemplo, pode ser passada pelo beijo, mas se a pessoa tiver uma boa higiene bucal, a doença pode não se manifestar. “Não é só a bactéria que faz desenvolver a doença. Se a pessoa não tem uma dieta balanceada, come muito doce, não tem controle da escovação, ela pode pegar a cárie com mais facilidade”, diz a odontopediatra. “As pessoas têm que visitar o dentista para garantir a saúde da boca”, complementa a dentista Renata Camargo, da Sorridents.

Já a herpes pode ser transmitida por pessoas que estejam com a lesão, que normalmente são manchas ou bolhas na boca. “Quando há a lesão, a doença pode ser transmitida. Tanto a externa como a interna, que seria a afta, provocada pela herpes”, explica Cândida Guerra. As hepatites A (principamente) e B também podem ser passadas pela saliva.

Nesse caso, é necessário ter cuidado com quem se beija, uma vez que algumas dessas doenças não têm cura. “Tem que ser feita a campanha do beijo seguro. É sempre bom ter uma referência da pessoa. E quem tem alguma dessas doenças também deve ter essa consciência”, diz. A especialista Renata concorda: “Beijar é gostoso, mas precisamos preservar nossa saúde”.

BEBÊS – Não é só o beijo de casal que deve ser tratado com cautela. Algumas mães e pais costumam beijar a boca dos seus bebês, mas o alerta é de que essa prática seja evitada: “É muito bom beijar os filhos, mas quando a criança é muito novinha, a flora bucal dela ainda não está estabelecida, então pode ocorrer a transmissão de bactérias que irão deixar a flora do bebê desequilibrada”, explica Cândida Guerra. O beijo no rosto está liberado. A odontopediatra também recomenda evitar soprar os alimentos da criança, pois a saliva pode contaminar a comida com os mesmos microorganismos.

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