Estudos apontam que buscadores da internet afetam funções cerebrais

Se os mecanismos de busca são uma ajuda valiosa e indispensável em um mundo cada vez mais veloz, recorrer ao Google como se ele fosse uma extensão natural da memória está provocando efeitos adversos na organização cerebral. Em 2011, foi publicado o primeiro estudo associando os mecanismos de busca a alterações no sistema de armazenamento de informações. Na pesquisa pioneira, divulgada na revista Science, pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova York, demonstraram que a “cola” do indexador não é armazenada pelo cérebro. Na mesma velocidade que surge, a informação se esvai da mente. “Desde o advento da internet, sites de busca como o Google mudaram a forma como nosso cérebro se lembra das informações”, escreveram os autores.
Diferentemente de muitos outros órgãos, o cérebro não é estático, mas plástico. Ele se remodela, criando conexões e ativando redes de neurônios alternativas, ao sabor das situações. No caso da pesquisa de Columbia, a equipe da psicóloga Betsy Sparrow constatou que, certas de que vão encontrar o que querem na internet, as pessoas simplesmente se esquecem de informações que, de outra maneira, armazenariam na mente. O estudo envolveu estudantes da Universidade de Harvard que tinham de responder a uma bateria de questões de conhecimento geral com nível de dificuldade alto. Quando achavam que poderiam acessar esses dados sem dificuldades e sempre que quisessem, os jovens tendiam a esquecê-los mais rapidamente.


























