Humanização do parto discute violência obstétrica na próxima segunda (8)

Seguem abertas até esta quinta-feira (4) as inscrições para o Seminário Humanização do Parto e Violência Obstétrica, que será realizado no dia 8 de junho pela Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco (ESMP) em parceria com o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Saúde (Caop Saúde) e o Comitê Estadual de Estudo da Mortalidade Materna de Pernambuco (CEEMM-PE).

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Os interessados podem se inscrever preenchendo um formulário na página do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) na internet, acessando a aba Institucional > Escola Superior > Cursos, Palestras e Seminários. Foram ofertadas 100 vagas a membros e servidores do MPPE e 150 para o público externo, como profissionais e gestores da saúde pública que atuam nos municípios das I, II e XII Gerências Regionais de Saúde, sediadas no Recife, Limoeiro e Goiana, respectivamente.

O seminário se inclui no calendário de ações do projeto institucional Humanização do Parto, que propõe a conscientização e sensibilização dos integrantes do MPPE, profissionais da saúde e mulheres sobre uma outra forma de vir ao mundo, baseada no respeito ao protagonismo da mulher e na adoção de procedimentos que não causem dor e sofrimento desnecessários à mãe e ao bebê.

O evento no Recife será realizado das 8h às 17h30 no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Joana Bezerra. A programação prevê, pela manhã, o debate sobre a violência obstétrica, com a coordenadora do CEEMM-PE, Sandra Valongueiro, a professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Carmen Diniz, e a enfermeira obstetra Tatianne Frank, sobre o papel da formação dos profissionais de saúde.

Já no período da tarde, a líder do projeto, promotora de Justiça Maísa de Oliveira, vai apresentar a iniciativa do MPPE; logo depois será realizada uma mesa redonda mostrando as experiências exitosas de humanização da Maternidade Sofia Feldman, de Belo Horizonte, que atende pelo SUS.

A coordenadora do CEEMM-PE, Sandra Valongueiro, chama atenção para o fato de que, nos últimos dez anos, o Estado de Pernambuco não conseguiu reduzir de forma consistente a mortalidade materna, tendo variações em torno de um mesmo patamar. “Existe uma dificuldade de atacar os problemas da atenção, que são as verdadeiras causas da morte de mulheres”, afirmou.

Ela destaca como deficiências que precisam ser encaradas a baixa qualidade da atenção pré-natal, o desrespeito à legislação que estabelece que a mulher deve saber com antecedência a maternidade onde terá o seu filho e o aumento das complicações causado pela peregrinação das parturientes em busca de leitos em maternidades.

Sandra Valongueiro ainda lembrou que esses problemas estão relacionados a um modelo de atenção obstétrica centrado no médico, no hospital e na intervenção que acaba trazendo prejuízos à saúde das mulheres.

“Pretendemos debater no seminário com as instituições que formam os profissionais de saúde, professores e alunos, porque esse modelo é aprendido e deve ser desconstruído. Para ter direito a uma atenção humanizada no pré-natal, parto e pós-parto, a mulher não pode depender apenas de um profissional de saúde com boa vontade, mas com capacitação técnica adequada”, argumentou a coordenadora do CEEMM-PE.

Redes sociais – a campanha de comunicação do projeto Humanização do Parto, lançada na última semana em Garanhuns, já está trazendo resultados expressivos. A postagem com o link para a cartilha desenvolvida pela equipe do projeto foi a mais compartilhada da história do perfil do MPPE no Facebook, com 452 compartilhamentos, e teve um alcance de cerca de 39.500 usuários.

Durante o mês de junho, o tema da humanização do parto também vai ganhar visibilidade com a exibição de publicidade em ônibus, anúncios de rádio e uma exposição de fotos sobre o parto e nascimento.

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