Mulher faz tatuagem para ajudar na luta contra a depressão

Uma primeira olhada revela o texto “I’m fine” (Estou bem) na tatuagem na coxa esquerda de Bekah Miles, de 21 anos. Virando de cabeça para baixo, lê outra coisa:“Save me” (Salve-me).
Foi exatamente para virar de cabeça para baixo a depressão, contra a qual a britânica luta há alguns anos, que ela teve essa ideia criativa.
“Hoje, eu tenho esta tatuagem. Senti que a minha coxa era o melhor lugar para o significado por trás dela”, disse Bekah, em reportagem do “Daily Mirror”. “Quando todos a olham, veem ‘Estou bem’, mas do meu ponto de vista, lê-se ‘Salve-me'”, acrescentou ela.
Publicadas no Facebook, as fotos ganharam grande repercussão. Muitos elogiaram a “coragem” da britânica, que disse esperar que a tatuagem faça com que as pessoas nas redes sociais da internet possam discutir mais sobre depressão.
“Isso me força a falar sobre a minha luta e por que estar ciente dela é importante”, comentou Bekah.
A postagem já foi compartilhada mais de 200 mil vezes no Facebook.
“Você é uma garota muito corajosa. Espero que você encontre um lugar onde ache a felicidade ao lado de alguém que você ame”, escreveu um internauta.

Aline Cataldi, especialista em psicologia cognitivo-comportamental, comentou o tema para o PAGE NOT FOUND:
“A depressão é uma doença grave e infelizmente bastante comum. Ela é considerada pela OMS a doença mais comum até 2030. No mundo 350 milhões de pessoas se encontram em depressão. A aceitação da doença é o primeiro passo. A partir do momento em que a pessoa aceita, busca ajuda e começa um tratamento, ela se recupera. Apesar de grave a depressão é uma doença tratável e curável. Necessário se faz não esconder a depressão.
Achei bastante interessante o fato de Bekah resolver expor sua doença e até mesmo conseguir brincar com ela. Quando a pessoa consegue falar para os outros e expor seu problema, ela tira um grande peso das costas e sente-se melhor.
A questão da tatuagem do ‘I’m fine’ também me chama atenção já que muitas vezes a pessoa aparentemente não está deprimida. Alguns conseguem disfarçar. A pessoa não necessariamente precisa passar o dia chorando ou deitada numa cama para estar em depressão. Devido ao estigma ela pode passar desapercebida. Ela pode escapar em episódios de raiva, fúria, agressividade, mal humor e difícil convívio.”


























