Ministério da Saúde nega que exista recomendação para evitar gravidez em Pernambuco
O Ministério da Saúde emitiu uma nota nesta última sexta-feira (13) informando que “não há uma recomendação para evitar a gravidez.” A pasta federal negou a orientação dada pelo diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Cláudio Maierovitch, que aconselhou as pernambucanas a não engravidarem até que as causas do crescimento dos casos de microcefalia no Estado sejam esclarecidas.
Segundo o MS, o planejamento das mulheres que desejam engravidar deve ser acompanhado por profissionais de saúde da confiança das famílias. No entanto, a decisão deve considerar todos os riscos para a gestação. O órgão acrescentou: “A decisão de uma gestação é individual de cada mulher e sua família”. Na última quarta-feira, o Ministério da Saúde decretou estado de emergência sanitária nacional, após a notificação de 141 casos da doença em 42 municípios do Estado.
A MS ressaltou que trabalhará em parceria com os estados e municípios, “recebendo as ocorrências, dando apoio técnico e mantendo ativo o COES (Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública), para o estudo, a investigação e a definição do agente causador do aumento da ocorrência de microcefalia. Um boletim epidemiológico sobre a situação em todo o País está previsto para ser divuldado na próxima terça-feira (17).
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que, desse número, 89 casos já haviam sido confirmados, por meio do protocolo de exames da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Nordeste, os estados da Paraíba e Rio Grande do Norte também investigam notificações da doença. Em Pernambuco, o atendimento às gestantes está sendo distribuído entre duas unidades de referência: Imip e o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), ambos na área central do Recife.
Folha PE


























