Por Magno Martins
O deputado Túlio Gadelha (PSD), embora também ainda não tenha sido confirmado candidato ao Senado na chapa puro-sangue da governadora Raquel Lyra (PSD), insiste equivocadamente numa linha de discurso que não vai a lugar algum, com “loas” ao presidente Lula (PT), que em Pernambuco já tem candidatos assumidos: Humberto Costa (PT), que disputa a reeleição, e Marília Arraes (PDT).
Lula, aliás, fez questão de ir, ontem, à convenção nacional do PDT. Posou ao lado de Marília e do presidente nacional da legenda, ex-ministro Carlos Lupi, e ainda fez um longo pronunciamento em agradecimento ao apoio dado pela agremiação trabalhista à sua reeleição.
O que adianta Túlio elogiar Lula para uma plateia que não vota com o presidente? Grande parte do público mobilizado para os atos de pré-campanha de Raquel vota no campo bolsonarista. Túlio prega, portanto, no deserto e tende a dar um tiro no pé, afugentando, consequentemente, o eleitorado da governadora, alavancada e eleita em 2022 com os votos de eleitores bolsonaristas.
O discurso de Túlio chega a ser patético e cômico. Só teria sentido se a chefe dele, como cabeça de chapa, já tivesse assumido que apoiará a reeleição de Lula. Raquel não vai se posicionar a favor do petista porque se convenceu de que a melhor estratégia para derrotar João Campos é ficar em cima do muro, neutra, não apoiando nem Lula nem tampouco Ronaldo Caiado, candidato do seu partido, ou também Flávio Bolsonaro.
Raquel está equivocada. Em política, já escrevi neste espaço, a história se repete primeiro como tragédia, depois como farsa, conforme atestou Karl Marx, o teórico do socialismo. Marx quis alertar para a importância de se conhecer os acontecimentos passados a fim de transformar o presente e o futuro, evitando reproduzir os erros já cometidos.
Se Túlio não se convence da tremenda contramão em que entrou, vai cavando a própria sepultura. Basta dar uma olhadinha nos números de todas as mais recentes pesquisas. Para o Senado, aparece com traços, a léguas de Marília, Humberto, Eduardo da Fonte e Miguel Coelho. Provavelmente, Túlio não desperta para uma dura realidade: o eleitor cobra o seu líder para manter a coerência real.



























