A população paga caro

A discussão, portanto, vai muito além do uso de um avião oficial. Trata-se de uma decisão administrativa que inverte prioridades. Enquanto pacientes dependem de uma resposta rápida do sistema de saúde, o governo opta por adaptar toda a estrutura pública para acomodar o uso de uma UTI aérea como transporte da governadora. É uma escolha que, por sua própria natureza, não encontra explicação convincente. Quando um equipamento criado para salvar vidas deixa de cumprir exclusivamente essa missão, quem assume o risco é a população.

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