Adolescente que cresceu como menino é finalista de concurso de miss

“Eu queria dar voz, defender e virar um modelo para a comunidade transgênera. Eu pensei em desistir várias vezes devido às mensagens abusivas que recebi nas redes sociais. Tive que fechar minha conta no askfm (site de perguntas e respostas) porque recebia ameaças de morte. Já esperava isso, mas não imaginava que seria tão ruim”, conta ela.
Antes de Jordan, que é de Radford, no Reino Unido, apenas uma transgênera havia participado do Miss Inglaterra. Jackie Green, de Leeds, chegou à final da competição em 2012. Nesse ano, Jordan disputa o primeiro lugar da etapa regional com outras 14 moças. As votações estão abertas até 22 de março, quando será divulgado quem é a grande vencedora.

“Achei importante tomar uma posição. Para dizer que você pode definir o belo de várias formas. Você não tem que ser ou parecer certa coisa para ser bonita”, defende. Apesar dos percalços, Jordan afirma que a competição lhe deu mais confiança. “Eu tive grande apoio dos organizadores e das outras meninas. Isso dá mais confiança e me ajudou a aprender a me amar. Eu posso não ter nascido menina, mas não sou nenhum pouco menos mulher que qualquer uma delas”, garante.
Para meninas na mesma situação que ela, Jordan dá um conselho: criar coragem. “Não tenham medo e não desperdicem sua vida. Não jogue um dia fora, porque um dia vira um mês, e meses viram anos, e você vai se arrepender. Seja você mesmo. Se as pessoas não puderem de aceitar, isso é um problema delas. Você precisa manter sua cabeça erguida”, disse a adolescente.
(Extra)


























