Angela Bismarchi vira empresária de moda

— Sonho ter uma loja em cada cantinho do Brasil. E quero alcançar todas as classes. Temos peças de R$ 19 a R$ 400.
Angela diz estar realizada em trabalhar numa área com que se identifica:
— Sou formada em Moda. Nós, do meio artístico, temos que investir em novas empreitadas, é mais garantido. Mas não adianta achar que o retorno será imediato. Percebo um aumento no faturamento a cada mês.
O sucesso, segundo ela, é fruto de muito trabalho:
—Trouxe roupas dos Estados Unidos e procuro qualidade. Aposto em peças únicas, que saem rapidamente. Outro dia, quase teve briga por um vestido. Já temos clientes fixas.
Ângela diz que para abrir uma loja é preciso investir cerca de R$ 300 mil, conforme o local, e contratar gente simpática:
— O atendimento é o cartão de visita de qualquer loja.
Loja investe também no mercado plus size
Angela conta que resolveu apostar também em roupas plus size, após os pedidos das clientes gordinhas:
— Minha imagem é vinculada a um corpão, mas não tenho preconceito. Não é porque a pessoa não tem um corpo privilegiado que não merece se vestir bem e com o meu estilo.
No Brasil, o mercado plus size já movimenta cerca de R$ 4,5 bilhões por ano — cerca de 5% do faturamento total do setor de vestuário, que ultrapassa os R$ 90 bilhões atualmente, de acordo com a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest).
O crescimento desse ramo de negócio está relacionado ao aumento do número de pessoas com sobrepeso no Brasil. Dados do IBGE apontam que 51% dos homens e 48% das mulheres do país estão acima do peso.
(Extra)


























