Após vazamento, água da transposição deve voltar à Paraíba em dois dias, diz ministério

Trecho da Transposição em Monteiro (Foto: Jamildo Melo/Blog de Jamildo)
Trecho da Transposição em Monteiro 

 

O Ministério da Integração Nacional espera que nos próximos dois dias seja retomada a entrega da água do eixo leste da transposição do Rio São Francisco a Monteiro, na Paraíba, após o vazamento registrado durante o fim de semana no Sertão pernambucano. No último sábado (10), um canal se rompeu entre os municípios de Sertânia e Custódia. O órgão notificou as empresas responsáveis pela obra para que as causas do incidente sejam apuradas.

De acordo com a pasta, a drenagem e o aterro da área foram concluídos. A expectativa é de que a concretagem seja finalizada ainda na noite desta terça-feira (13).

 

Quando o serviço for retomado em Monteiro, a Integração Nacional espera aumentar a vazão da água do São Francisco no reservatório Epitácio Pessoa, em Boqueirão, também na Paraíba. Hoje, o manancial está com 6,3% da sua capacidade. Segundo a pasta, quando atingir 8,2%, será possível acabar com o racionamento em Campina Grande, a segunda maior cidade do estado.

Eixo norte

Mais cedo, o governador Ricardo Coutinho (PSB) e os gestores de outros três estados beneficiados pela transposição – incluindo o vice-governador de Pernambuco, Raul Henry (PMDB) – foram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir à presidente da Corte, Cármen Lúcia, para dar celeridade à decisão sobre a licitação para o eixo norte. No trecho entre Cabrobó (PE) e Jati (CE), as obras estão paradas há um ano, desde que a Mendes Júnior, envolvida na Operação Lava Jato, abandonou o canteiro.

O governo federal levou mais oito meses para fazer uma nova licitação e assinar o contrato com a construtora que deve concluir o serviço, mas um imbróglio na Justiça suspendeu o processo. A empresa que apresentou  o preço mais baixo, mas foi desclassificada por não atender aos critérios técnicos, conseguiu travar o processo, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao Supremo. O ministro Helder Barbalho (Integração Nacional) reconheceu que a confusão está atrasando o cronograma da obra, que deveria ter sido retomada no dia 8 de maio para ter condições de ser concluída até o fim do ano.

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