Armando Monteiro trocou o paletó e a gravata por camisa de mangas arregaçadas

A quatro dias da eleição, os dois principais candidatos ao Governo de Pernambuco, Paulo Câmara e Armando Monteiro, enfrentaram-se no debate da TV Globo, juntamente com Maurício Rands e Dani Portela. Lamentou-se a ausência de Júlio Lossio, que pelo seu preparo e desenvoltura poderia ter dado mais “molho” ao programa. O debate em si não foi ruim, apesar de as regras estarem completamente superadas: 30 segundos para fazer a pergunta, dois minutos para a resposta, um minuto e 25 segundos para a réplica, etc.
Como também foi elogiável o comando do jornalista Márcio Bonfim. O candidato Armando Monteiro teve a melhor performance em debates do gênero. Foi duro para cima do governador, levantando questões que aparentemente o embaraçaram como as promessas não cumpridas da campanha de 2014, a invasão da sede do Palácio do Governo pela Polícia Federal, o aumento da violência em Pernambuco, a tentativa de transferir para Temer os baixos investimentos feitos pelo Governo do Estado nos últimos três anos e meio, comparativamente ao Ceará e a Bahia, que também estão em oposição ao governo federal, a sua suposta falta de liderança para comandar um Estado irredento como Pernambuco, e vai por aí. O ponto falho do senador foi precisamente a questão da imagem: em vez de paletó e gravata, mais em sincronia com a liturgia do cargo que pleiteia, foi de camisa com mangas arregaçadas, barba e bigode por fazer, olheiras às vistas dos telespectadores e cabelos desgrenhados. O telespectador presta atenção a esses mínimos detalhes e não é por outro motivo que os partidos investem tanto na produção dos seus programas. (Inaldo Sampaio)


























