Atlas do Recife, com a evolução da cidade, é publicado em meio digital

DVDs com o Atlas do Recife – Arqueológico e Cartográfico serão distribuídos para arquitetos e historiadores

Ponte da Boa Vista em desenho de Luís Schalappriz / Foto: Atlas do Recife

Ponte da Boa Vista em desenho de Luís Schalappriz
Foto: Atlas do Recife
Cleide Alves

Atlas do Recife – Arqueológico e Cartográfico, organizado pelo arquiteto José Luiz Mota Menezes, terá sua primeira tiragem, apenas em meio digital, lançada em janeiro de 2018. Ele produziu 100 cópias do DVD para doar como brinde do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano à comunidade científica no aniversário de fundação do IAHGP. A solenidade será nesta segunda-feira (29), às 19h30, na sede do instituto.

“Com a crise brasileira, é difícil a publicação em papel, estou em busca de uma instituição que possa editar a pesquisa”, declara José Luiz. “Diante das solicitações que recebi, resolvi imprimir as cem cópias do DVD e doar a profissionais de arquitetura e história, não é um livro de literatura, mas uma publicação especializada”, justifica o arquiteto e sócio do Instituto Arqueológico. Fundado em 28 de janeiro de 1862, o IAHGP completa 156 anos.

GALERIA DE IMAGENS

Largo da Boa Vista, Centro do Recife (1852), por Emil Bauch, pintor e litógrafo alemão do século 19
Alfândega do Recife em cromolitografia de 1852 de Emil Bauch. Coleção do Instituto Arqueológico
Arco da Conceição, demolido na cabeceira da ponte Maurício de Nassau, bairro do Recife
Prédio demolido onde surgiu a fábrica de biscoitos Pilar, bairro do Recife
Edifício demolido da Cia. Pernambucana de Navegação em 1913
Ponte da Boa Vista com chafariz próximo da Rua Nova, em desenho de Luiz Schlappriz
Estampa do Recife de 1878 com a Estação Cinco Pontas e Igreja de São José, em desenho de Luiz Krauss
Mercado de verduras no Plantio da Penha, bairro São José, desenho de Luiz Schlaprizz
Rua da Cruz, atual Rua do bom Jesus, no bairro do Recife,  desenho de Luiz Schlaprizz

 

 

Ilustrado com 40 mapas, o Atlas do Recife conta a evolução urbana da cidade desde a fundação, em 1537, até 2000, abrangendo o Bairro do Recife, Santo Antônio, São José e Boa Vista até a Soledade. José Luiz mostra como e por onde a capital pernambucana cresceu, aponta os aterros de áreas alagadas, resgata a edificação de igrejas, arcos, largos, pátios, ruas, cais e os efeitos na cidade. A construção do Cais do Apolo, no Bairro do Recife, por exemplo, possibilitou a abertura de novas ruas.

EVOLUÇÃO

De acordo com o arquiteto, o Atlas de Arqueologia completa o Atlas Histórico e Cartográfico com informações sobre edificações desaparecidas em reformas na cidade. O crescimento urbano do Recife, escreve José Luiz no livro, se deu em dois momentos. O primeiro envolve os quatro primeiros séculos da ocupação com a conquista de terras e a ampliação da cidade com novas ruas.

O outro momento começa após 1907, com a abertura de grandes avenidas e a destruição da cidade antiga, como registra o Atlas do Recife. A primeira mutilação, diz ele, acontece na reforma do Porto, no Bairro do Recife, quando são criadas as Avenidas Rio Branco e Marquês de Olinda. Depois, chega a Santo Antônio, com a abertura da Avenida Guararapes; e a São José, com a implantação da Avenida Dantas Barreto.

Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano funciona na Rua do Hospício, 130, bairro da Boa Vista, no Centro do Recife. (JC)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *