Ato contra a PEC 241: Secretaria de Educação diz não compactuar com “atitude de se aproveitarem de crianças”

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A Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco, por meio de nota, afirmou nesta sexta-feira (4) que discorda completamente e não compactua com a atitude de se aproveitarem de crianças em sala de aula”. O posicionamento foi tomado após crianças do ensino infantil de escolas indígenas participaram nessa quinta-feira (4), de uma mobilização contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 55/2016), em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco.A PEC estabelece limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos.

Mas a secretaria ainda não esclareceu o que punição poderá ser aplicada contra a organizadora das mobilizações Edilene Bezerra Pajeú, de 41 anos, conhecida popularmente como Pretinha Truká.

A nota ainda alerta que as crianças “não têm idade para discernir sobre temas na área de finanças públicas e de ordem política, a exemplo das fotografias divulgadas na imprensa com crianças com rostos pintados portando cartazes de protestos. Trata-se de caso isolado, em escola indígena em área do povo Truká, em Cabrobó, que está sendo averiguado pela Secretaria Estadual de Educação de Pernambuco”, afirma a secretaria.

Na Câmara, a proposta tramitou como PEC 241. Os alunos também pintaram cartazes de protesto contra o governo do presidente Michel Temer (PMDB). Após críticas nas redes sociais por um possível uso político das crianças por movimentos de esquerda, Pretinha Truká disse que “as crianças não são seres impensantes”. Ela é membro titular do Fórum Nacional de Educação (FNE) como representante da Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI). “Foi tudo acertado pela comunidade escolar e líderes de comunidades indígenas”, disse ela que foi candidata a vereadora de Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. Truká não foi eleita.

De acordo com a representante do movimento, as manifestações aconteceram de forma pacífica e com atividades de conscientização. “Não levamos as crianças para a rua, nem para as rodovias foi tudo de forma pacífica e dentro da escola. Alguns pais foram assistir e as crianças recitaram poesias e participaram de pinturas, contra a PEC e os pais que foram aprovaram”, disse.

Segundo Pretinha Truká, nenhum partido político participou da mobilização. “Foi tudo acertado pela comunidade escolar e líderes de comunidades indígenas”, disse ela que foi candidata a vereadora de Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. Truká não foi eleita.

“DEPLORÁVEL”

Em entrevista à Rádio Jornal, na manhã desta sexta-feira (4), o ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE), disse que a atitude mostra um total despreparo dos organizadores e afirmou que escola não pode ser reduto partidário. “É deplorável e inaceitável. A rigor são crianças indefesas em processo de alfabetização tendo que fazer musiquinha contra a PEC. A escola não pode ser ambiente de proselitismo. Não podem transformar a escola em comitê político-partidário e ideológico cabe ao Ministério Público investigar se houve ferimento do Estatuto da Criança”, disse o pernambucano
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