Que figura! ‘A prefeitura agradece’, diz Bruno Reis sobre investigação do MP-BA
Prefeito afirmou que empresas prestavam serviços de baixa qualidade ao município

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (14) que pretende pedir a rescisão dos contratos mantidos pelo município com empresas investigadas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). As empresas são alvo de uma operação que apura um suposto esquema criminoso responsável por um prejuízo superior a R$ 38 milhões aos cofres públicos. O gestor também agradeceu a atuação do órgão e anunciou a abertura de sindicâncias internas para apurar o caso.
A declaração foi dada durante uma agenda do projeto “Sua Voz é Nossa Voz”, iniciativa de pré-campanha do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), realizada em Salvador.
“A prefeitura agradece ao Ministério Público pela apuração. O órgão prestou um serviço à prefeitura, porque essas empresas ofereciam serviços de péssima qualidade. Elas participavam das licitações, reduziam os preços, venciam as concorrências e nós éramos obrigados a contratar. O que o Ministério Público fez é algo que a prefeitura já tinha vontade de fazer há muito tempo”, afirmou.
“Vou pedir que os efeitos da sentença sejam ampliados, para que os contratos sejam rescindidos, e também vou determinar a abertura de sindicâncias internas. A prefeitura agradece e a cidade também”, completou.
Entenda a investigação
A manifestação ocorre após a Justiça da Bahia determinar o afastamento cautelar do secretário das Prefeituras-Bairro, Luciano Ricardo Gomes Sandes, no âmbito de uma investigação conduzida pelo MP-BA. O vereador licenciado George Carlos Reis Pereira, conhecido como Gordinho da Favela (PP), também está entre os principais alvos da apuração.
De acordo com o Ministério Público, o suposto esquema teria provocado um prejuízo estimado em R$ 38,3 milhões aos cofres municipais por meio de fraudes em pregões eletrônicos e contratos de prestação de serviços.
A decisão também determinou o afastamento dos investigados de suas funções, proibiu o contato entre eles e autorizou mandados de busca e apreensão, além da quebra de sigilo de dados armazenados em aparelhos eletrônicos.
Na última segunda-feira (13), a Prefeitura de Salvador informou que cumpriria a determinação judicial, colaboraria com as investigações e abriria um procedimento administrativo para verificar a existência de danos ao erário.



























