Avançam investigações federais sobre escândalo da Caruaruense

Do Jornal O Poder

O Ministério da Justiça avança investigação sobre irregularidades do governo Raquel com empresa da família. A Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça, prossegue análise das irregularidades cometidas nos últimos três anos de atividades da Logo Caruaruense, empresa da família da governadora de Pernambuco, Raquel Teixeira Lyra (PSD). O assunto volta a ocupar hoje a mídia nacional e repercute fortemente em Brasília. Como se sabe, após denúncia sobre ausência de vistorias técnicas exigidas e sucateamento dos ônibus e outras facilitações ilegais, ocorridas nos primeiros três anos do governo Raquel, a empresa fechou e o diretor da EPTI, empresa estadual que deveria fiscalizar a Caruaruense, foi demitido e sumiu do mapa. O caso foi revelado pela imprensa em janeiro de 2026.

Raquel organizou a, digamos, operação irregular

A Logo Caruaruense, responsável por transporte intermunicipal, deveria ser fiscalizada pelo Governo de Pernambuco, chefiado por Raquel Teixeira Lyra, que já foi sócia da empresa. Só que Raquel nomeou o marido de uma prima para a EPTI, empresa estadual responsavel pela fiscalização do transporte coletivo. Só que o primo afim, nomeado, não fiscalizou a empresa.

O que fez o primo

Ao invés de cumprir o seu dever, acobertou uma série de irregularidades que vinham ocorrendo na empresa. Os ônibus, fora da validade, rodaram sem pagar taxas, sem condições operacionais e sem fiscalização, ameaçando a vida de milhares de passageiros.

Fechou

Após as reportagens, a própria governadora, em fato inédito no mundo, anunciou, ela mesma, o encerramento das atividades da tradicional empresa fundada pelo seu avô.

A Senacon

Instaurou averiguação preliminar para apurar o caso. Em março, o órgão federal deu 15 dias para que a empresa apresentasse informações e documentos que esclareçam as circunstâncias do encerramento das atividades e as providências adotadas em relação aos contratos e serviços em curso. A Logo Caruaruense enviou resposta em 8 de abril, que segue em análise pela Senacon.

Na notificação à empresa

A Senacon apontou, prelimjnarmente, que “há relatos consistentes de irregularidades na execução do serviço, as quais podem caracterizar infração às disposições do Código de Defesa do Consumidor, especialmente aos arts. 6º, 20 e 22 da Lei nº 8.078/1990”.

Vistorias não realizadas

A Senacon também solicitou dados sobre as vistorias técnicas, fiscalizações ou inspeções realizadas na frota nos últimos anos em operação, com apresentação de relatórios, laudos e registros.

Preceitos não cumpridos

No documento, a secretaria nacional disse que as concessionárias de serviços públicos, como é o caso da empresa de ônibus que operava no estado de Pernambuco, são obrigadas a fornecer serviços regulares, de qualidade, fiscalizados e pagando as taxas legais. Coisa que reconhecidamente, nao vinha ocorrendo.

Aguardemos

Que as investigações avancem com celeridade e deixem todo o caso em pratos limpos.

(O Poder com informações do Metrópoles.)

Nota da Redação – Todos os citados, pessoas físicas ou jurídicas, têm amplo e imediato espaço para suas manifestações.

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