Bombeiro é preso por suspeita de matar PM em briga de trânsito

Por Marcos Nunes, do Extra

Policiais do Núcleo de Crimes Contra Agentes Públicos da Delegacia de Homicídios da Capital(DHC) prenderam, nesta sexta-feira, em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio,  o subtenente bombeiro Eduardo Lisboa de Araújo. Contra ele havia um mandado de prisão temporária expedido pela 4ª Vara Criminal do Rio . O militar é suspeito de ter feito os disparos que mataram o cabo PM Lucas Rocha de Brito, assassinado durante uma discussão de trânsito, no bairro do Encantado, na noite do dia 17 de maio de 2024.

O bombeiro ainda é investigado pela polícia por outro crime semelhante, ocorrido na área da 30ªDP(Marechal Hermes). Ele é suspeito de ter feito disparos contra um homem , no último dia 9 de maio de 2025, após uma discussão de trânsito, em Marechal Hermes, na Zona Norte.  Desta vez, ele estaria dirigindo um Sandero. Na ocasião, a vítima chegou a ser ferida, mas conseguiu sobreviver aos tiros.  Segundo a DHC, O homicídio e a tentativa de homicídio teriam sido cometidos com a mesma arma, uma pistola que pertence ao militar. Já a morte do cabo PM, lotado na época no 2ºBPM(Botafogo), aconteceu por volta das 22h30, na Rua Manoel Vitorino, no Encantado. O bombeiro estaria com um Celta quando se envolveu numa discussão com o policial.

O PM Lucas Rocha de Brito foi assassinado em 2024 — Foto: Reprodução

O PM Lucas Rocha de Brito foi assassinado em 2024 — Foto: Reprodução

O PM teria saído do carro que dirigia quando o bombeiro sacou uma arma e atirou.  Lucas Rocha de Brito foi atingido por pelo menos dois disparos. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Segundo a DHC, o uso da mesma arma de fogo em dois crimes graves, e sob circunstâncias semelhantes, mostrou que o suspeito recorre a violência em conflitos banais. E que, por isso, a autoridade policial representou pela prisão temporária, que acabou sendo decretada pela Justiça.

O bombeiro preso deverá ser submetido a uma audiência de custódia, nos próximos dias, na Central de Custódias de Benfica, na Zona Norte. Na ocasião, um juiz vai avaliar se a prisão é legal ou não. O magistrado também decidirá se o militar continuará preso ou se responderá em liberdade pelo crime.

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