Um dos elencos mais caros do país, o Palmeiras, contra um clube em dificuldades financeiras, o Botafogo. Do lado carioca, um jejum de cinco jogos sem vitória no Brasileiro. Do outro lado, oito partidas sem sofrer gol. Não é de se surpreender que o confronto entre os dois times tenha sido, na maior parte do tempo, de ataque palmeirense contra defesa botafoguense. No fim, vitória paulista por 2 a 0.
O Botafogo, heroicamente, resistiu por 77 minutos. No primeiro tempo, sofreu com um Palmeiras que resolveu se impor, mas que parou nas defesas de Saulo. Quando o jovem goleiro se atrapalhou, ainda contou com a sorte: a trave o salvou. O 0 a 0 no intervalo, se era irritante para os palmeirenses, para o Botafogo era um prêmio por, dentro de suas limitações, segurar o resultado fora de casa.
No começo do segundo tempo, o Botafogo teve seu melhor momento na partida. Organizando contra-ataques, acabou levando algum perigo ao gol de Weverton, ao menos por poucos minutos e principalmente em lance perigoso de Luiz Fernando.
Porém, faltando 20 minutos, com a ordem “natural” do jogo já reestabelecida, Moisés usou a mão no rosto do adversário, levou o segundo amarelo e foi expulso. A resistência alvinegra que já durava 70 minutos, só resistiu mais sete. Dudu, o melhor em campo, deu pelo passe para Lucas Lima acertar belo chute, sem chances para Saulo. Nove minutos depois, o mesmo Lucas Lima, vindo do banco, acertou uma falta que matou as chances do Botafogo e deu o placar final: 2 a 0.
Entre os gols, o Palmeiras ainda teve um pênalti marcado pelo juiz Anderson Daronco, que viu mão do zagueiro Igor Rabello em lance dentro da área. Dudu cobrou no canto direito de Saulo, que espalmou. O copo meio cheio do Botafogo mostra força na juventude: além do goleiro, Marcinho e Bochecha tiveram boas atuações. Mas o copo de vitórias anda bem vazio.
— Todo time tem sua fase mais complicada — justificou Rabello.




























