Caso Beatriz: Advogado do Auxiliadora diz que ‘declarações do Delegado causou terror dentro da escola’; mãe de Beatriz rebate e diz que ‘advogado entrou em contradição’
Ação Popular
Na tarde de ontem (31), o advogado do colégio Maria Auxiliadora, Clailson Ribeiro, concedeu entrevista nas dependências da escola, para se pronunciar sobre as informações prestadas na última terça-feira (29), na coletiva concedida pelo o Delegado Marceone Ferreira.

Na entrevista o advogado demonstrou surpresa e insatisfação com a atitude do delegado que teria apontado de forma genérica “cinco funcionários”, como sendo suspeitos. Clailson diz que ao fazer estes apontamentos o responsável por conduzir as investigações teria colocado em xeque todos os funcionários da escola que foram ouvidos durante a fase investigativa.

Para o advogado, as declarações do delegado Marceone não contribuíram em nada. “Causou transtornos enormes para a escola, os pais querem saber os nomes dos funcionários, se estes funcionários têm contato com seus filhos, agindo assim o Delegado teria prestado um desserviço a toda uma comunidade causando um verdadeiro terror”, disparou Clailson.
Segundo o advogado, o delegado Marceone ainda não apontou nomes, mas a escola identificou as pessoas e assim iniciaram desligamentos desde janeiro. “Estes funcionários em um dado momento prestaram uma informação e em momento posterior não confirmaram o que haviam dito antes”, afirmou.
“O colégio não divulgou nomes, mas as demissões foram feitas por falta de confiança, que se deu no decorrer do inquérito e que a escola tem convicção que as pessoas apontadas pelo delegado estão dentro das sete que foram desligadas”, acrescentou.
Por outro lado, ele disse que o conteúdo da coletiva será levado ao conhecimento do Secretário de Segurança do Estado. “Repudiamos a maneira do delegado veemente, causou muitos transtornos no colégio, os pais querem saber se esses funcionários tinham contatos com os seus filhos. O que ele disse causou muito terror, principalmente na porta da escola”.
Sobre os sumiço de três chaves que dariam acesso a espaços próximos a cena do crime. O advogado explicou que o sumiço das chances apenas foi um extravio que acontece ‘regularmente’ dentro do colégio. “O nosso objetivo foi apenas tratar como sumiço comum de chaves e tratamos de fazer cópias e trocar os cadeados”, disse.
Clayson negou ainda que a escola tenha ficado em silêncio nos primeiros meses após o crime. “A escola sempre prestou esclarecimentos, disponibilizamos um corpo jurídico, as imagens foram disponibilizadas a polícia, todos os funcionários chamados foram liberados para prestarem depoimento, as portas da escola sempre foram abertas para a polícia. A escola agora está vindo a público em repúdio a forma que o delegado expôs a informação relativa aos funcionários do colégio. Nós não sabemos o motivo do delegado divulgar isso, a não ser de explicar a falta de não chegar a conclusão do caso”, pontuou.
Ainda assim, o advogado questionou o trabalho da polícia civil nas investigações do Caso Beatriz. “Será que depois de quatro meses a polícia terá condições de localizar esse novo local, o local preciso que aconteceu o crime? Será que se logo no início das investigações isso tivesse visto com mais agilidade, será que não teria ajudado a chegar a elucidação, ao invés de estar agora procurando desculpa para não ter elucidado o caso?”.
De acordo com a escola, os pais de Beatriz continuam recebendo apoio e o pai Sandro Romilton segue licenciado. Ainda segundo, Clayson, a escola, juntamente com a família, disponibilizou um valor para o Disque Denúncia. “O que nós não disponibilizamos foram os outdoors. Infelizmente o movimento, alguns personagens, pelo fato de não ter sido tudo deferido colocaram como se a escola não estivesse dado absolutamente nada”, afirmou.
Sobre as transformações na rotina do colégio que ocorreram após o assassinato, o advogado ressaltou que o sistema de monitoramento está sendo trocado, novos seguranças passaram a integrar o corpo escolar e que a entrada dos alunos passará a ser através de catracas com digitais que serão instaladas.
Mãe sai em defesa do delegado e repudia ação da escola
Diante do fato a mãe de Beatriz, Lúcia Mota, disse que o delegado juntamente com a sua equipe demonstrou que vem trabalhando no caso firmemente, o que não vem acontecendo com a Escola Maria Auxiliadora. “Ele demonstrou isso na coletiva, mas não deu nomes aos suspeitos. Quem deu os nomes foi à própria escola e nós repudiamos isso, o advogado da escola disse que 7 funcionários foram demitidos, a preocupação deles é isso? Isso me causou uma grande revolta, é essa a preocupação da escola? Eu ainda tinha esperança que a escola tinha a preocupação de elucidar o crime, as declarações dada pelo advogado deixou tudo muito claro que eles não estão nem ai”.
“É um absurdo o que a escola vem fazendo, eles querem pedir que abra um inquérito para expor as testemunhas, eu queria fazer um pedido para o judiciário que não torne o inquérito em público e que preserve as identidades das pessoas. Ficamos surpresos com a quantidade de funcionários da escola, eles conheciam meu marido e minha filha, isso é horrível, repugnante. O advogado deveria ter mais respeito, ele tentou desqualificar o trabalho da polícia, no inicio do ano o advogado disse que essas demissões eram corriqueiras e agora ele entra em contradição e dar nome a essas pessoas”, acrescentou.
Emocionada, Lúcia frisou que devido as declarações do advogado, a escola não vem contribuindo nas investigações. “Repudiamos completamente essas declarações, queremos ajuda e não que a escola vem atrapalhar as investigações”, concluiu.
Com informações de Neya Gonçalves/Grande Rio FM



























