
O pré-candidato do PDT à presidência da República, Ciro Gomes, lançou nesta segunda-feira (5) novo vídeo onde busca explicar o seu lugar ideológico na política. Para tanto, Gomes recorre ao cineasta Glauber Rocha e Antônio Conselheiro.
Na abertura do vídeo, somos avisados que Ciro está em Monte Santo, região onde Glauber Rocha filmou “Deus e o Diabo na Terra do Sol, “um choque simbólico dos contrários” e que também serviu para o pedetista refletir sobre os antagonismos na política e qual é o seu lugar no campo ideológico.
“Muitos da direita dizem que sou de esquerda, muitos da esquerda dizem que sou de direita. Será que eu sou assim um bicho tão estranho ou estas palavras não servem para definir as pessoas?”, diz Gomes.
Em seguida, Ciro Gomes afirma que é “progressista” e que tem “um moderno projeto nacional de desenvolvimento”. “Sou progressista porque não considero justo como não organizamos a nossa vida nacional e porque também não concordo que brasileiras e brasileiros comum tenham que lutar tanto para receber tão pouco de volta”.
Tudo vai bem, mas desagua ladeira abaixo quando, na tentativa de colocar o seu nome como a opção para além de Bolsonaro (sem partido) e Lula (PT) afirma que as políticas de distribuição de rendas são as mesmas desde Sarney e associa o PT a “fantasias revolucionárias”.
“Se descrevo o meu projeto com de centro-esquerda e não como esquerda é porque sei que a transformação necessária e possível ocorre passo a passo, longe de fantasias revolucionários. Este é o desejo da maioria dos brasileiros”, afirma Ciro Gomes.

























