Clima esquentou: disputa interna no PT expõe briga por suplência ao Senado

Conflitos internos no PT refletem desafios nas candidaturas e a busca por um consenso em tempos de eleições.  |   Bnews - Divulgação Lula Marques / PT

Por Daniel Serrano

O diretório do PT no Rio de Janeiro enfrenta uma série de disputas internas por conta das eleições deste ano. Apesar de ter confirmado com unanimidade confirmação do apoio às candidaturas de Eduardo Paes (PSD) ao governo e de Benedita da Silva (PT) ao Senado, um grupo, liderado pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), acusou outras correntes do partido em tentar emplacar um nome “envolvido em escândalos”. As informações são do jornal O Globo.

Inicialmente, o grupo de Quaquá resistia à candidatura de Benedita ao Senado, mas acabou cedendo. No entanto, aliados do prefeito fazem questão de indicar o primeiro e segundo suplentes de Benedita. Os nomes já teriam sido escolhidos: o vereador Felipe Pires, líder do PT na Câmara Municipal do Rio, e o pastor e cantor Kleber Lucas, respectivamente.

Em nota divulgada no domingo, Quaquá diz ter ficado surpreso “com a exigência de inclusão, como primeiro suplente, de um assessor, ex-presidente da Casa da Moeda, envolvido em escândalos”, referindo-se a Manoel Severino, que apoiado por aliados de Benedita, mas acabou derrotado na votação no diretório petista.

“Não concordamos com essa indicação e, em reunião do diretório, aprovamos os dois nomes apresentados pelo nosso campo”, afirmou Quaquá em nota. “Temos a responsabilidade de unir o partido e preservar o presidente Lula, para que nossa chapa majoritária não seja obrigada a se explicar sobre escândalos”.

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