Criação de plano regional de educação é tema de reunião

Franco Adailton

  • Mercadante e Rui Costa falaram sobre o Plano Nacional de Alfabetização na Idade Certa em coletiva - Foto: Joá Souza l Ag. A TARDE

    Mercadante e Rui Costa falaram sobre o Plano Nacional de Alfabetização na Idade Certa em coletiva

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reuniu-se nesta terça-feira, 27, com o governador Rui Costa e os secretários estaduais da Educação no Nordeste para formular um plano regional de ensino. O objetivo do programa é melhorar o desempenho de estudantes de até 8 anos na região.

Batizado de Plano Nacional de Alfabetização na Idade Certa, o programa vem para somar esforços com os projetos que já são tocados na Bahia, a exemplo do Educar para Transformar, cujo princípio é alavancar a alfabetização das crianças de até 8 anos no estado.

De acordo com o ministro, no Nordeste, 22% das crianças com até 8 anos não sabem ler, 34% não sabem escrever e 57% não têm noções básicas de matemática. Para mudar esse quadro, diz, o plano terá um material didático específico, assim como investirá na qualificação dos alfabetizadores.

Gestão

“As secretarias de Educação é que vão coordenar e gerir os programas, com todo apoio do MEC”, informou Mercadante. “A criança que não aprende a ler, não tem como, depois, ler para aprender. Esse pacto pela educação trará um grande salto para o Nordeste”, completou.

Para o governador Rui Costa, a região avançou na oferta da educação nos últimos anos, com o aumento de vagas do ensino federal. Mas, para diminuir os índices apresentados pelo ministro, ele acredita que é preciso melhorar a situação das creches.

“Vamos unificar o material didático na região e buscar, junto ao MEC, melhorar o acesso às creches no Nordeste”, disse Costa. “Os estados têm a obrigação de oferecer ensino médio, mas de pouco adianta nosso esforço se os alunos chegam para nós sem domínio da educação básica”, avalia.

O secretário da Educação, Osvaldo Barreto, ressaltou que a Bahia já desenvolve programas para alfabetização. “Inclusive, temos materiais próprios. A ideia é que o MEC respeite a metodologia dos estados nordestinos”, destacou.

Isentos de taxa que faltaram ao Enem terão de pagar em 2016

Os estudantes que obtiveram isenção do pagamento da taxa de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) este ano, mas  deixaram de comparecer às provas realizadas no último final de semana, não poderão contar com o mesmo benefício em 2016.

A informação foi divulgada pelo titular do Ministério da Educação (MEC), Aloizio Mercadante, durante uma reunião com o governador Rui Costa e o secretário da pasta estadual Osvaldo Barreto, para criar um plano regional de educação.

Para Mercadante, apesar de a abstenção do Enem ter caído para 25%, o percentual segue alto. “O estado não pode gastar para preparar o exame e a pessoa, simplesmente, não aparecer nem justificar. Quem não justificou nem compareceu, no ano que vem, só pagando”, cravou.

Em meio às polêmicas sobre o tema da redação do Enem, que tratou da persistência da violência contra a mulher, o ministro declarou que a abordagem foi bem oportuna.

Segundo ele, o Brasil é o sétimo país no mundo em violência contra a mulher. “Disseram que o Enem não pode ser o exame da educação marxista. Não é e não será. Mas pode ter certeza de que não será o exame da educação machista”, diz.

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