Criança que morreu pensou que assassino estava brincando, diz inquérito

Informação foi confirmada em coletiva de imprensa transmitida pelo Governo de Santa Catarina sobre a conclusão do inquérito do caso que chocou o Brasil

Movimento em frente à escola onde ocorreu o atentado em Blumenau.Créditos: Reprodução/Twitter

Polícia Civil de Santa Catarina transmitiu nesta segunda-feira (17) a coletiva de imprensa que apresentou a conclusão do inquérito sobre o massacre ocorrido no último dia 5 de abril em creche de Blumenau, que vitimou 4 crianças e deixou outros 5 feridos. Na conversa, a polícia deu detalhes mórbidos da ação do assassino.

Em dado momento, o policial que conduziu a coletiva relatou trechos do depoimento do assassino. Entre outras coisas, o homem afirmou que preferiu vitimar crianças pela facilidade que teria em abatê-las. Quando questionado por que não mirou, por exemplo, um quartel da Polícia Militar ao invés de crianças, o autor do massacre afirmou que só poderia empreender tal ataque se tivesse, em mãos, armas de fogo e colete à prova de bala. A razão disto seria de que, em um ataque como esse, mesmo que morra, o autor “precisa” deixar vítimas fatais. Uma espécie de “legado”.

Em seguida, o representante da investigação narrou uma das passagens mais sórdidas do crime.

De acordo com o assassino, “crianças são mais fáceis [de matar] porque correm devagar. Ele teria condições, caso isso acontecesse, de alcançá-las. Ele narra uma situação em que uma criança corre dele, ri pra ele, achando que era uma brincadeira, e ele então acaba atingindo essa criança fatalmente”, afirmou o representante da investigação.

Ao longo da coletiva, que durou pouco mais de 1 hora, os investigadores pediram atenção com notícias falsas, anunciaram medidas de prevenção aos ataques em escolas e relataram outros pormenores da investigação.

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