Durante o julgamento, que envolveu outros sete réus do chamado “núcleo crucial” da suposta trama golpista, Fux defendeu a absolvição completa de Bolsonaro, argumentando que não houve início de atos que caracterizassem uma tentativa de golpe de Estado.
Voto de Fux
Segundo os advogados, o voto de Fux evidencia:
- lacunas no acórdão que formou maioria pela condenação;
- as supostas irregularidades levantadas não se confundem com questões analisadas anteriormente, na fase de recebimento da denúncia.
- que Fux alertou para a necessidade de uma análise jurídica cuidadosa e mencionou o risco de exageros nas acusações, pontos que teriam sido desconsiderados pelos demais ministros.
“Caso Bolsonaro tivesse seguido adiante em direção a um autogolpe, não precisaria do apoio dos comandantes das Forças Armadas, cuja substituição é prerrogativa presidencial. Qualquer ação envolvendo o emprego das tropas exigiria decreto formal do presidente”, escreveu o ministro.
Com base nesse entendimento, os advogados afirmam que o ex-presidente “interrompeu voluntariamente qualquer execução, configurando desistência voluntária”. A defesa pede que o STF se pronuncie sobre a aplicabilidade do artigo 15 do Código Penal.
Condenação
Bolsonaro foi condenado em 11 de setembro, por 4 votos a 1, marcando a primeira condenação histórica de um ex-presidente brasileiro por crimes contra a democracia.




























