Depois de arrasar a economia, Deltan passou a contar dinheiro

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O novo capitulo da Vaza Jato é devastador para o procurador Deltan Dallagnol, coordenador de uma operação que prendeu o ex-presidente Lula sem provas, quebrou as construtoras brasileiras e desempregou milhões de pessoas. Enquanto tudo isso acontecia, Deltan contava dinheiro.

“Se tudo der certo nas palestras, vai entrar ainda uns 100k limpos até o fim do ano. Total líquido das palestras e livros daria uns 400k. Total de 40 aulas/palestras. Média de 10k limpo”, disse ele, num dos diálogos. Em outro, com a esposa, ele dizia: “vamos lucrar, ok?”

Deltan também agenciou palestras do ex-juiz Sérgio Moro e do ex-PGR Rodrigo Janot, como se fosse uma espécie de empresário da força-tarefa. Com o colega Roberson Pozzobon, tramou a criação de uma empresa em nome das esposas ou de um instituto que os esconderia e pagaria menos IR.

Depois das revelações deste domingo, já não será mais possível passar pano para as traquinagens deste fariseu que se apresentava como devoto carola, mas só pensava em dinheiro. Se o CNMP decidir aliviar, o sinal para a sociedade será péssimo: o de que o crime compensa.

Detalhe: Deltan tratou como ‘propina’ as palestras que o ex-presidente Lula, um dos maiores líderes globais, concedeu. Mas como devem ser classificadas suas palestras a empresários, como os donos da XP, que hoje lucram com o rentismo e a ‘ponte para o futuro’?

Em condições normais de temperatura e pressão, o ex-presidente Lula seria solto e o procurador que fez de sua prisão uma escada para o enriquecimento pessoal estaria sendo investigado. Mas nada é normal no Brasil pós-golpe. De todo modo, o chefe da força-tarefa foi desmascarado.

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